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domingo, 12 de junho de 2016

Solidão Azul (sozinho no céu)



Foi em um tempo cheio, isentos libertários
tinham um céu inteiro para reclamar...
Corroboro-me com um monge lendário,
de verdes violetas  que brotam no olhar.

Estúrdias galhofas, deixam as cidades em bandos,
são os mais novos vindos de Bulicío (e eles estão amando)
As borrascas procelas, e seus vestidos longos 
são ávidas libidos que tremulam sobre os oceanos.

No céu de minha boca se agarram,
os alaúdes os pífaros e os  tamborins 
nas mãos de anjos que nunca ouvi!
E eles só tocam, quando todos se calam.
  
Sigo os laboriosos grifos-de-rüppell com o meu olhar,
este se incomodam com minha presença,
e me deixam completamente só nessa amplitude polar.
Agora sim, posso sonhar com as donzelices de inocência.

V'erdade?" Que à alma  -vasta por ai dentro do barro?"
Minha intima amiga o que é que tanto procuras? 
O silencio de Deus é o maior de teus amparos,
são os argueiros menores em densidão e agruras.

"Assenta-te disse-me a tênue das palavras,
e o silencio em mim saiu a vagar!"

Vês tu este meu corpo roto? 
"Nele está a minha casa!"

Meu coração sedento orto, foi até o céu limbo
e de lá se lançou  ao mar. 
Era um dia azul em uma tarde de domingo,
há um céu sozinho em qualquer -um- lugar!



(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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