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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Medo

Prt: 2 (UMBRA)

No eixo da morte habita o medo
              sem meio ou fim -profundo abismo!
                                       Melancólico e insípido desespero   
                                                           escala em trevas esse precipício

O medo abraça a solidão
por não ofuscar as estrelas.
Traslada o mito e repele a razão
até que ninguém possa vê-la 

-Ela grunge feridas abertas
sorve a alma inocente.
E ao espírito de luz, ele  cega    
-é o prelúdio que devora o carente.

Eu sinto frio mortal nos ossos
secos, que se espalham pelo vale.
As sombras da noite se afastaram
há deserto no céu e na terra,
as vozes (todas elas se calaram)

Não sinto o perfume dessa viúva
que chora em meu nome.
Espargi palavras difusas
aurora não vem, e a escuridão não some.
 
O medo é presságio profético 
me faz morrer entre temores.
Visões de adágios morféticos 
me antecedem as piores dores.

O medo é uma força motriz
vinda dos deuses do baixo mundo.
O segredo -da morte é a raiz 
utópicas e tenebrosas vierem de umbra.

Aonde o brilho foi  todo tragado
as quimeras se todas perderam...
Quando eu me ver "Estou acordado!"
Descobrirei, nada destes fatos aconteceram.

Continua Prt:3...  (Desejos) 




(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Se vc gosta do tema em questão abaixo o link da Prt:1 dessa sequencia de 3

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