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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Desejo vivo




No seu caminho havia uma fonte
e dentro de teu coração,  corria um rio
em teus olhos rasos, tragos ao horizonte
o mundo em um espiral, a se lançar no vazio.

O sentido que a apraz
são tinos de um sorriso  distante
Teu silencio (imita uma falsa paz)

Desditas lamurias -silenciosas bradam
nada mais é! Ou será! Como d'antes!
Teu devoto em sigilo a cavar valas
nessa fonte d'onde as dores são mais claras

Os momentos brincam de multidão
dentro de um espaço abandonado.
Ah minha amiga segure em minhas mãos
no reflexo do poço -um rosto -calado!

Quem ainda amas mesmo estando sozinha?
Quando este teu som se fizer falador
a voz que ouvir falar não será a minha.
Essa fonte não conhece o mar, mas subverte a dor.

Colhas este teu sorriso
dormindo em aguas calmas,
e bebas deste teu olhar mais distante,
quando se dissolve entre suspiros
o que nos sobra chama-o de alma,
conhecendo ela -nada mais será como antes!





(Lourisvaldo Lopes da Silva)







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