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quinta-feira, 2 de junho de 2016

De mãos atadas



Nada há nada quê eu, possa escrever,
se me prendes as duas mãos.
-a manhã -a tarde -e o anoitecer,
proíbe-me essa solidão.

Pois correstes livre,
em minha direção.
E quando partistes
ataste-me as mãos.

Sobre qual pele hei de escrever?
Se rompestes em distância essa linha...
O papel que me oferece você,
não será o mesmo, ainda quê seja uma poesia.

Estarão retidas as entrelinhas,
-a saudade -a vontade -e o amor,
Destas páginas não minhas,
colham-nas todos de minha flor.

A mão se afaga,
carente pela sua,
o sol jaz sem suas brasas,
eu a desvendo
Descrevendo-na como lua.

Minha lua.

(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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