Para os livres, criaram as descidas
no leve declínio dos planos.
As planícies nos campos da vida
e a marcha para o oceano.
Delineamos os montes
contornamos guerras.
Transpomos horizontes
e abraçamos a terra.
Para os livres desenharam asas
inspiradas nos anjos alados!
Um sorriso apaga as lágrimas
e um amigo oferece cuidados.
Superamos a raiva,
e rejeitamos a vingança.
Abraçados a nossas almas,
aceitamos a esperança.
Para os livres o direito de sonhar,
e a liberdade para vive-los.
E como todo rio, chegarem ao mar
sem ninguém para detê-los.
Nós aprendemos a lutar,
e recusamos nos render.
Insistimos em acreditar,
e temos muito a oferecer.
Para os livres, o cetro do destino
e a submissão ao tempo.
O jubilo no olhar de um menino,
e as canções de dezembro.
Temos um (só) passado
e temos um (só) presente
Um futuro a ser conquistado
e a decisão de um momento.
Para os livres a zombaria dos medos
nos limites mortais de uma vida.
As duvidas, a calma e todos os segredos
da fé que insiste -a vida jamais termina!
Temos os ventos -as folhas
e a renovação da terra.
O alvedrio, o consenso, as escolhas
as sementes e a primavera.
Para os livres a paixão se submete
e, o amor é conquistado.
O coração exíguo se apetece
e, o nosso ardor é consumado.
(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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