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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Estelar


Relembro-me infante (sem trono)
Pequenas glórias d'tempos em tempos vind'ouros
As noites brilhantes não tinham donos
E as falenas simplórias, indicavam tesouros

Vaga-lumes carregavam estrelas no olhar
Quando o céu se enegrecia
Vislumbres petizes em telas pintavam o luar
Inspirações ao léu, o universo nos concedia

Tínhamos naves imaginarias 
Galáxias escapavam de dentro pra fora
Subíamos como as aves lendárias...
Pássaros fênix, que das cinzas retornam

 ..."Me trazem o passado -sedento constelar!"
O príncipe bastardo foi coroado
Quando não há estrelas no céu (eu fecho o olhar)
O incrível universo ainda bem preservado 

 É oponente a força do tempo
sutil e belo como a primavera...
Comovente ciência que desafia o silencio 
viril castelo e desejada quimera...

"Pensávamos contando estrelas"
(será que tem alguém nos observando?)
 Cintilávamos sinais com pederneiras
 é bem no fundo do universo víamos estrelas piscando.
 
 Nossos olhos também brilhavam muitos
Diante de uma multidão de estrelas incontáveis... 
Nesse pequeno cantinho do universo, estamos juntos
 Gigantes de ambição e estrelas indomáveis.



(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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