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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Alçapão





Nas armadilhas da vida caístes
Ouço ao longe o teu cantar
..."É triste!" ...Até mesmo teu caminhar.

 Antes não era assim
Colibri, amante da primavera
D'sejo cantado entre os jasmins.

Estás sofrendo mas ousa sorrir
 
("Naquela casa têm um ninho")
por detrás d'aquele Ipê de flores amarelas
Q'Contraste, (vem de ti o único carinho)
Tuas galhas afagando a janela
 
 Eu vejo olhos tímidos 
Relutarem distante...
Pássaro ferido
respiração ofegante.
   
Mas a ave não consegue fugir...

Uma beleza usurpada chora
Teu dono (pensa) ser senhor
Nunca a deixa ir embora
Diz que a gaiola é sinônimo de amor.

Não foi o amor q'construiu a masmorra
Nem as muralhas a liberdade
 Os motivos não justificam as pessoas
cultivarem a inocência em grades. 

Quem ama a vida
Liberta!
Doa de si o melhor
e nunca empresta...
Amar é dar o devido valor...
 
Conheci uma bela mulher
que foi capturada por um falcão
Que se disfarçou de sabiá
Mas como tal não podia amar
(Por que amor não é mera sedução)
Nem é o medo que constroi a fé...

Dizem que aves aprisionadas
podem ter gorjear perfeito...
(Então eu sou imperfeito)
amo o canto livre
 na volta pra casa.
  
A algazarra das crianças pela rua
os casais apaixonados
Observando a lua...
E os poetas recitando nas praças

 Não gosto de olhares tristes
a não ser o meu...
Coração de poeta é sensível
fico triste a pensar no teu.

Minha ave, vem vamos embora?
Quem dera todas as aves fossem minha
Silvos triste, não mais se ouviria
 Para amar sigam a liberdade das andorinhas
Assim como deseja o poeta, se realiza a poesia.

 Canoras ocupem as árvores floridas
 À liberdade nos campos! Verseja primavera
Quanto mais amada, muito mais linda
Liberdade para amar! Torna-te mais bela

Minha rima é um triste adagio
que me cobre de dores elegias...
 Trovador que revolta nos fados
este maldito! (?Amor?) Envolto em trevas?

Não! 






(Lourisvaldo Lopes da Silva)

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