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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Em fragmentos




Me vi estilhaçado
espalhado pelo chão.
Fui ferido nos pés
Por mim mesmo...
(e não fui curado)
À ferida na minha alma 
E dores fortes no coração.
Ajoelho-me sem fé...
É a solidão q'me afaga
 (e a saudade me traz o medo)

 Caminho em minhas lembranças
para encontrar-me culpado
Redesenho o amigo, o inimigo
E os estranhos que passaram por mim
   Hoje estou um caco (amarga herança)
Sem rosto e sem passado!
Lágrimas se escondem por trás d'meus sorrisos
é, a minha esperança, está chegando ao fim.

Centenas de olhares vermelhos
São tão sós ...São tão pequenos.
"E são todos meus"...
Os reflexos procuram me imitar,
 nos fragmentos de um espelho
quebrado ...É assim que estou me vendo!
Tão só, e tão pequeno, sem ti
para amar.
Este coração fragmentado é meu.
É a tua ausência que me deixa assim. 

 A minha vida foi construída
como um quebra-cabeças...
Contigo a paisagem perfeita, se completa
agora sozinho me encontro nessa ruínas.
O menor vestígio teu, impedi-me q'te esqueça... 
a imagem quebrada refeita, 
de uma cidade deserta.
Este sou eu

Em fragmentos.

(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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