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sábado, 27 de agosto de 2016

Deus meu!



A vida serve feridas ao corpo
No rosto o olhar q'procura uma saída...   

No fim de toda estrada mora uma tristeza
"Incertezas! -Encerram aqui partes de mim" 

"Deus meu! Deus meu!" Não me deixe sozinho!!!
No caminho mortal, a morte escreveu:

Quem vens contigo a me encontrar?
Não ouso falar (mas não vejo ninguém) 
 
Trago comigo apenas o temor
Do pouco amor que cabes em um vaso

Sinto frio no olhar vazio
tenebrosa é a noite sombria 

Não há mais tempo se orgulha a voracidade das horas
E dessa voz que implora restaram apenas sentimentos

Mas olhar para traz reaviva as chagas
Afaga a consciência o esquecer
 (com uma falsa paz)

Quem ama morre mais cedo?
(É o medo lançando cobiças a tua cama)

No meio da noite veio a impávida solidão
Trazer pesares ao coração que sorve os açoites.

Eu sussurei-te (Senhor)
"Eis me aqui!"

Mas teu silencio alimentou minha saudade
Aonde estás? Resgata-me há tempo!

Antes que minh'alma morra
Socorra este vermezinho distante

Minhas dores sobem pelo corpo
Um fidalgo deposto é sua coroa de flores

Um poeta sem religião não se curva a imagens
Das aragens que refrigeram o chão encontram brechas

O corpo não vale sequer o peso de um morto
Por isso a beleza da fé, não ama o rosto

E a poesia tem seu próprio mundo paralelo
Construimos reinos e castelos,
e nomeamos a todos "reis e rainhas em nossa utopia" 

Nem anjo,  Nem profeta, apenas Poeta
Como Miguel o segundo nome de um arcanjo

A inspiração veio para servir de asas
Mas o que nos leva de volta pra casa...
É o nosso coração...

Há sim uma saída de infinita beleza
 A jornada da alma no rio da vida
é a nossa história sem fim...



(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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