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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Estro liras



Teus sons são pensares
da balbúrdia calada escrita.
Tell's cânones pró'scritos 
á'guardas céticos, a meia gandolas 
como grita as obras de palmares.
Aves-liras de pais diferentes.
adeus, Glórias levar'ão Isadora's.
A paixão da vida fez o morto 
(virar semente)
 
 Os solistas Castros s'ão únicos
nênias dos Anjos sustentam segredos.
(A pantera de quimera, beija os loucos)
 Camões e Lusíadas epopeia'm pela vida 
Os centauros de um olho só, veem muito
 Coras brasileiras, tricotando belos enredos 
Rincões de elegias, queixam-se (somos poucos)
A voz que fala, não a cala guilhotina


D'Trindade fisguei uma morena quase densa
e fui sapear nas águas d'barros,
 para beber o luar!
-d'seus olhos quase brancos! 
Perguntei  a Pablo
(amor) me ajuda? Neruda este sim! 
Soube amar.
Iguais a Pessoa, me encantam, logo me calo. 
 Gero cãs  apaixonadas,
 noviças de Vicença

Corregozinhos fluem do meu interior,   
 Clarice! Clarice! Mãe de Deus me ajuda?
Perdoa-me por não concordar , que se escrevam as missas
foi por amor, que eu sonhei com o mar.

-É que eu sou um poeta solitário
 o que faço!! "E, agora?"
 Devo devorar as luas d'outroras? 
São íngremes de apaixonadas
Antes que eu as entenda, 
se dissipam como as auroras? 
Que poéticas predirei a todas elas? 
Quando as encontrar?
A mansão dos profetas mortos, 
Foi assombrada? 
Por um Estro torto, 
que nem sequer sabe falar!

"Ah minha filha!"
 Provoca a ira d'ste tolo sábio 
o que descobrirá este em tuas ilhas. 
Minha menina bonita, 
me deixa ouvir o seu canto?
Doce voz de meu canário

Um leão viril, mastiga 
flores de primaveras
rente a ele saudade, 
dama d'sua companhia.
Uma porção d'mim é Brasil, 
terra D'liras

D'onde a febre d'amar, 
olha livre pelas janelas
"Vês?"
O brado fervor que se esconde?
 





(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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