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domingo, 24 de julho de 2016

Canção para os meus medos (Prt:2)


A coragem vêm depois do medo

"No fim eu descobri!"Que o medo perde quando vence...
E a vida se finda quando recusada
Sim há como sorrir, sem ter desejo (infelizmente)
O melhor caminho é para cima (árdua escalada)  

Tive medos, que podiam ser tocados com as mãos
Volumes fartos, que em bandos se protegiam
(Em segredo) amar é como uma prisão
Incólumes arrastam fardos que não se viam

Pavor d'não ser amado?
 (Não ser tocado) Com amor...

Uma santa cruz martiriza a paixão
Sofrimento sem causa mede o amor
A estigma canta, cicatriza a devoção
E o sentimento é diligente sofredor     

Meu primeiro amor me deixou por herança:
(Apenas o suficiente para que eu sobrevivesse)
 Um coração quase inteiro, no olhar d'uma criança
...Inda pequena! 
Bom seria ao inocente q'nunca crescesse 

O medo de amar perde, quando pensa que vence!
Promessas são os fundamentos de nossas fraquezas
Sôfrego a esperar entregue, agora cede clemente 
"Nada mais resta, deste nosso tempo, apenas incertezas."

Tive medo da capela dos sinos
Misturada orquestra das aves
Cai a noite (misteriosa) Em desatinos
 A certeza do amanhã? Nunca se sabe!
  
 Temes algo neste mundo? -Temàs a morte!
-À doença da alma! -E à dureza do coração!
Os menores venenos aì são mais fortes
E dentro de nós, pode existir  prisão.

Compus em Elegia, algumas nênias
No ritmo de fados fúnebres
Bebia forte rum e Cantava nas tunas  
  "Abastardo limo argila cores sem perfumes" 


Medo mortal...

Suscito, o intuito pressagio 
-Receia! "
Há surpresas em cada virada
-Permeias!
 Rico Chico do Romário
-Candeia! 
Na mesa (lâmpada apagada)
 Clareia...

"Brilha!"
A fé promete sem garantias
Eterna vida
"José manda chamar Maria!"
 É meu ultimo dia...
Não quero ser eterno sem ti querida 
Maria.

"Filha!"
Na orfandade choram os mortos
Em silencio...
 Saudades auroram, posso?
Tê-la em ultimo momento...

Minha senhora
"Já é cansada e velhinha!"
Olhinhos enrugados choram
Olhar minha amada, 
para que não se sinta sozinha...
O medo? Não sabe de nada...

 Mentiu no escuro doente
fantasmas impuros que engolem gentes
Afinam o arrastar de suas correntes
Na penúria não vingam sementes  

Para assombrar o medo cantei
Gritos extravasados
No mar abismo me lancei
Grunhidos assombrados 

 Rindo sem medo eu vivi
Encontrei o fim d'mais um dia
Ouvindo enredos aprendi
 Entoei porvir's a eles em poesias.
 
 ...

(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Link para a parte 1

http://lorisvaldolopes.blogspot.com.br/2015/09/cancao-para-os-meus-medos.html

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