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sábado, 9 de julho de 2016

A tudo, que se move.

"Acervo de sonhos" que cultivas esperanças
Arrufos passageiros, saltam de ti
Realidade, a mãe vivente de todos, implora
O cerzido da vida, protege os momentos
Aos acúmulos céleres, se farta a lembrança
Anuncia-te mas uma vez, Sol, ao sair
 A eternidade é breve, e jaz sem demora
Calmas e pressas ao mesmo vento

As montanhas em nós se moveram
Em ritmos descompassados alvor
Qual crepusculado, sempre indeciso
Nas entranhas da noite, teus filhos reviram
Apenas alguns horizontes se perderam
Enquanto alcançávamos, denso vigor
Alaranjados sóis, em nossos sorrisos
Os mancebos já poucos se viam

As arvores robustas se desfolhavam
Seguindo a correnteza dos petizes rios
Nuvens muito fortes, choram muito
Pra qual inócua direção o mundo olha?
Com a bela força do amor se abraçavam
Os sonhos olhares, ao grande vazio
As vazantes do destino, separam juntos
São as sementes para os campos de flora

Marca a terra, a cada passo teu
Os limites doam suas voltas
Sabe-se que não se sabe amplo!
E, que quase nunca se tem nada
Tudo quanto se imagina, (a terra comeu)
O enlutado solo vomitou de volta
E, as nuvens felizes, entre prantos
Despertam a terra lúcida apaixonada

As grises são poentes pelo anoitecer
O brilho conta a força de sua estrela 
A admiração cresce com a idade avançada
E, o espectro do fim já não impõem medo
O mapa da vida não nos deixa perder 
"Grandeza da terra!" Foi muito bom conhece-la
Há suplícios gratos, no fim da estrada
"Em canções de ninar se abrem os segredos!"

As ultimas colheitas parecem mais fartas
Qual lavrador dar-se por vencido
Vendo as cinzas úmidas do solo fértil
Mesmo se sentindo muito cansado 
Pra viver nessa terra, vontade não falta
Essa que das flores, faz os teus vestidos
Que ergue do solo a cura sutil para o  tédio
A essa que se move enquanto estamos parados.






(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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