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domingo, 20 de dezembro de 2015

Diário dos vivos (se sentindo mortos)




Hoje não queria,
mas, despertei!
Um dia após outro dia,
eu me arrastei!

Desta vida que me farta
Até a morte, a deseja viver...
"Ambas, são iguais ingratas,
estou a vossa mercê!"

Meu apetite voraz,
jamais esta satisfeito!
Motivos, que roubam-me a paz,
apontando meus defeitos...

Fardos, roubam vida
buscas, juram sossegos!
Chagas e feridas,
erguem este ser, do medo!

Que se arrasta pela cidade
a minha densa massa...
Nem atinge a sua metade,
para aquele que me abraça!

De que morte, não posso morrer?
queixosa em si, revida a alma!
Um corpo vaga, no escurecer,
e o nada me acalma!

Nem fechados, os meus olhos,
tem algum direito!
Cavas entre os Abrolhos ,
planta seca, arbusto imperfeito!

Engole a terra e regurgita!
Adormecida, acordou semente,
metade morte, metade vida
dia após dias sem saída!
Gemes a escura este ser dormente...


Escrevas!!! Ao menos tente...


Diário dos vivos mortos!


Autor:


Lourisvaldo Lopes da Silva

Uma melancolia
a ressaltar a tristeza
de alguns raros dias
de incertezas!
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