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terça-feira, 31 de janeiro de 2017


Tempestuoso

Naquele dia, não houve sol ameno,
da faina lide o brado sutil embrenha.
"Quem dera-me um regaço quente 
entre a noturna cor das falenas!"
  
 Breve escureceu, bem d'antes do ocaso
A luz ofusca se nega, e resiste a penumbra 
 Já é quase noite! - Vejo-a por todos os lados...
Silhuetas q'sonham se esquivam das sombras.

Sem me queixar, componho arrebiques
 E meus pés se encharcam, em alagada alfombra
Ao tremor dos estrondos, silêncio meus gritos
Para tal solidão servida, à dor tamanha
 
Outrora fere-me, com edaz saudade 
Foi inda a pouco, "debelávamos promessas"
Estávamos (amor) entre maiores tenacidades   
 Dos ventos mais fortes, sorriam grandes pressas.

Há qualquer momento, a fauna ressurge
E as ultimas garoas são mais insistentes  
 Como o leão sozinho, que do alto ruge
 Uma diadema de cores despede o valente
 
 
 
 
 
 
L.L.S
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