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domingo, 1 de janeiro de 2017

Poesia Infantil (série Fazendinha) 13-20

"Cadê o Ano Novo?"

Belinha há dois anos
aprendeu a falar
(E de lá para cá)
Fala sem parar.

Às vezes quando estou longe
Dela
(Parece que ainda a ouço)
 
...Mesmo em silêncio
teus dois olhinhos perguntam!
Precisam ver que graça.
Se eu explico direitinho
ela vem e me abraça
com muito carinho.

Ontem ela ouviu falar, 
que a meia noite iria chegar
O Ano Novo
Ela bem que tentou esperar
mas não conseguiu...

Dormiu na metade do caminho
E amanheceu cheia de segredos...
Que saltavam pelos seus olhinhos!

Olhando pra todos os lados
Para cima e para baixo,
sem parar!
...Aonde está???
  (O Ano Novo)
Que eu não consigo encontrar?

Belinha fala 
Mesmo sem palavras.
...Me enganou de novo!
[Frustrada] 
Ela suspira e desapontada 
[Desabafa]

"Amanheceu tudo igual novamente!"

Não pense você 
que as perguntas que Belinha faz
são fáceis de responder.

-Cadê o Ano Novo!?!

Ele nasceu na noite passada
lá... em cima! 
No céu quase na madrugada.
E por lá ele iria ficar... 
Se não fosse pelo ano passado!

 Que se dizia cansado e foi embora.
-Belinha! ...por alguns instantes 
o mundo todo ficou sozinho!
 Até que de repente 
(o céu se abriu) 
antes de chegar na aurora
e o Ano Novo então surgiu! 
Como uma ave protegendo o seu ninho.

-Agora temos ele, mas não podemos vê-lo!
Pra se dividir pra todo mundo
precisou se mudar para dentro do tempo!
Por isso sempre que amanhecer/ou/escurecer
que sentirmos no rosto, o toque suave do vento
É ele! (Dizendo-nos) Estamos juntos!

Belinha (Por oras) está convencida...
Até que; Uma brisa suave derrubou a flor
 que estava em seus cabelos!

Ela então se sentiu muito feliz e imensamente querida.
 
"-Tio eu consegui vê-lo!!!"




(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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