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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016


Sorte

Aceito os tropeços, pelo caminho
 que me fazem parar,  sem que eu queira! 
O trautear das pequenas aves no ninho
são como cochichos em noites de lua cheia.  

Não me importo com o atraso,
 gosto da surpresa, que soa como um sino.
Tenho afeição pelos sons do acaso
e das incertezas que vem em nome do destino.

Eu aprendi, a deixar ir embora
aprendi a dar valor ao que fica.
Ao que chega após cada aurora!
Resolvi decifrar o que me implica 

As coincidências, o esbarro
a desculpa disssimulada, e o brilho no olhar.
O medo de cair (que sugere um abraço)
as artimanhas do amor e os segredos de amar.

A mesma hora, e os lugares certos!

A ousadia, da magia e da poesia
dos lugares tidos por incertos!

À felicidade indiscreta
em um rosto transluzido. 
E à certeza de uma eternidade,
no primeiro e tímido sorriso
de quem fez a melhor das descobertas.
  
Esse primeiro momento
eu o chamo de sorte.

 



(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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