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sábado, 24 de dezembro de 2016



(Elegia) Natal

Quando a sombra da noite deslizava pela colina
os ventos cortavam pelo levante.
Despia-se, o horizonte em cores cristalinas.

Assustado surgia-nos, um boneco de neve
intacto sorriso, em olhos pasmados.
Nas brumas de um sossego breve.

Colosso brilha no céu, o grande astro
Despertando a sublime luz, do novo dia. 
À luz de teu olhar, uma germinada flor em puro blasto.

Na desolada clareira, às cinzas dormiam
lembrando-nos da noite passada.
Mas apenas elas se arrefeciam.

É natal! O vilarejo ecoa e se mistura com os gongos
vindos da alta torre, da santa capela.
Nossa realidade é aquela que se mistura aos sonhos.

Com um desejo eterno, me abraço com ela
se conhecesses a dor o amor não existiria.
Campos brancos de neve, protegem a primavera.

Minha elegia! Que se desfaz em melancolia
é minh'alma de poeta que nunca se despede.
Esquece-la minha amada (não posso)
Nunca antes, nem tampouco nesse dia.
 
Sem ti, um triste dia se fez.
Hoje não posso ouvir
tua voz suave,
me desejando como da ultima vez

Um feliz Natal!



(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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