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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

"O Autor Desconhecido" (Fim)

Continuação da saga poética
"O Autor Desconhecido"


XLI 
O ultimo sacrifício pela vida

No fim,
Sabe o que se descobre?
Que somos os únicos responsáveis
E que nada foi esquecido,
ainda q'aparente disforme!

Limites e ambições,
tem alcances incalculáveis.
Sobem pelas encostas
e jorram pelos alvedrios...
E batem à nossa porta.

Hoje nos descobrimos
sozinhos no cosmos,
regidos pelo universo.
Pequeno planeta disperso
privaram-te de teu brilho.

Hoje sentimos à dor
que nos causa a falta,
"À falta! Que nos faz o ardor."
E o ímpeto que nos fez vital
é a joia, que das mãos se afasta ...

A historia? Um rio interrompido!
Pela força que impele os astros.
Do peito dilacerado ouve-se o estampido,
"A nau das turbas seguiu sem lastros!!!"

E, o perigo espreitava os caminhos
deturpando o final feliz. 
A morte dos sonhos chegará aos ninhos
e o anseio da vida, pesava um triz.

A Gran Quimera foi despojada
Em ínfima e fraca chama.
A terra estava desarmada,
sem um  Deus ou Ser que à ama.   

Nos lembramos da criação
Quando trevas cobriam o mar.
Nos lembramos das belas canções
e dos deuses, que só ouvimos falar.

A duvida nos foi por correnteza
pela qual fomos levados.
A historia original tinha mórbida beleza
inocentes foram sacrificados.
Para que o legado fosse perpetuado! 

Hoje descobrimos "O medo da morte
não é maior que o desejo de viver!"
Hoje decidimos
Por nossos sonhos, vale a pena morrer!

De um rei usurpador
nunca seremos consortes.
No cetro do subjugo
não existe o nobre amor.






XLII
Vida extraterrestre 

O Universo causou nos medo
Quando segredos foram revelados.
Naves surgiram entre as estrelas, 
E fortalezas cavalgavam em cometas 
estávamos completamente sós e cercados. 

Conhecemos a estranha verdade
predita pelos ufólogos...
Conhecemos a razão por trás da insanidade 
e a confirmação dos contos ilógicos
ditos pelos loucos que foram dizimados 
pela humanidade.

Havia na matéria calada
desconhecida ciência,"D'um ser superior."
Existe no fim de cada jornada
uma nova inspiração.
Tão pouco não pode ser amada.
Tão pouco não pode ser amor.
Se somos eternos nunca se findará
a nossa evolução, 
cresce entrelaçada a nossa dor.

-Já não lhe é suficiente? Estranho Desconhecido!!!
"Roubastes nos o paraíso, levastes nossas sementes
e assolastes de nossos campos os sorrisos!"

Nunca houve um só idioma
Ou uma linguagem que fosse universal.
Dividimos a mesma extensão de um bioma
em tempos diferentes, em momentos iguais.

Somos a raposa da caça
e a hibernação do grande urso.
A liberdade que não conheceu a taça
e a nação dum paraíso excluso.

No coliseu das últimas guerras
concorremos por nossas glórias.
Devolver-nos nossa própria terra
são sazões de anseios impávidos
vingando o remanescer de nossa historia.

 
"O Autor Desconhecido"
XLIII  (43)
No desterro suscitamos deuses

"-Fujam por benévola!" À concedida.
Um monturo vale por benfazejos 
porque afável nos é, os nossos temores.
Inóspito o rude, aguça ás nossas feridas,
homens que fogem não sentem medo
(a fuga) é lançar-se, entre terrores.

-Tínhamos o medo encalço. 
E todos os demais nos perseguiam.
Éramos oito, até ontem
agora somos sete (e um de nós é o traidor)
"Ignóbil" o Dissimulado! Nos convencia   
que a terra perderá seu horizonte.
E nossos deuses são aqueles pairados no alto.

-Longeva! De ti fomos, desdéns 
quando em gozo eterno 
noss'alma sonhava.

-Forte foi, a terra,
a pedra esmiuçada,
a espada e a guerra.

-Fomos o fraco lampejar
das tênues brumas acalantadas.
O farol da ilha prometida
cuja lâmpada fora apagada.
Agora nos resta, o anseio e a guarida
mas, nem sabemos aonde chegar.

-No caminho do desterro,
encontramos tênebra, 
num céu de vasta penumbra.
Um risco de luz na treva nos causará medo!
"Um estrondo seguido por uma labareda
(um a menos) Retumbava o trovão!"
 
 -Agora somos seis! Ignóbil (o dissimulado) se foi
e, em seu lugar se assentará, as suas cinzas.
-Buscávamos pela mémoria escrita
como o cego a se guiar pelo turvo clarão.
Escombros, templos, e criptas,
algo que desse Esperança à noss'alva ofusca.
Até que chegamos! Na rocha com o formato de coração,
e batemos com às forças de nossas angustias.
 
 -Uma fênix do nada! Surgiu 
sem que a conhecêssemos, à uma fenda apontou.  
A chamamos de " A Ave do Caminho!"
Nas portas do fim, o mundo se abriu
de todos os deuses sabemos! (Algum deles nos faltou)
Conhecemos as Sagas e seus pergaminhos...

E tudo que nos pediam
era que os evocássemos.
Conhecemos o Sábio o Louco e a Poesia
Estes nos diziam que tudo era fácil
e estava dentro de nós.

-Em volta de uma fogueira 
Zumbis é o que somos.
E as tremulas sombras 
ganhavam vida.

-E o jubilar dos orfãos
escalava estrelas do universo.
Cada vez que encontrávamos um deus
"Um anjo nos dava às mãos.
E nos sentíamos mais perto
dos deuses e seus regressos."

 -Tudo o que líamos nos trazia paz.
Tudo que escreveram irmãos, vai se cumprir!
Em toda historia eles existiram
mas nós, os deixamos para trás!

 -Mas hoje eles hão de nos ouvir!!!

-Gritamos como a ensurdecida tormenta
que finge calmaria mas causa pavor!
 -Assim é a canção d'aqueles que sofrem
a voz é carregada pela dor.

-Neste momento houve-se um tropel
(Ao primeiro sinal de luz) 
Ás trevas se movimentam.
Manchas de sangue, estigmam pela cruz
e os primeiros deuses a chegar
não vieram do céu.
 

 "O Autor Desconhecido"
XLIV (44)
Voltaram a existir.
 -A fé moveu montanhas
e espalhou quimeras.
Dando aos homens, suas utopias,
e, às cores das batalhas ganhas...
Cobriam-nas "suas primaveras"

E a fé foi completamente banida
tudo que desejávamos acontecia...
Todos os deuses se aborreceram
E, a terra foi meramente esquecida
quando romperam-se os elos da porfia.  

O apoteótico Armagedom fora lacrado
com gigantes correntes submerso.
As castas impuras estavam seladas.
E da ultima trombeta, não foi ouvido o brado
O criador reconduzirá o universo
e do ceifeiro da morte, arrancou a espada.

Mas hoje voltamos a depender de vós
De cujas lendas à glória é invicta.
  
D'um romper de sons ensurdecedores
Olvidos todos fomos despertados.
O levante dos deuses remotos
traz'em suas asas o refrigério.
Inevitável as sagas, suas vitórias e horrores.
Legiões perversas e seres inconformados
sempre se opuseram aos nossos propósitos.
"O Autor Desconhecido" E a evocação dos deuses
O enredo no brilho de seu mistério.

Os demônios saíram pela terra
como a elegia fúnebre sem corpos.
Nosso povo, já consumido em alma
não ofereciam espólios de guerra. 
Todos que estavam lá fora estavam mortos.
Apollyon (e seu exercito trazem nas mãos a espada)

E houve grande batalha 
por trás da cortina de umbra.
As naves pairadas eram o alvo
mas não pode ferir-te com a mesma navalha.

E começou mas uma vez na face da terra
a carnificina.

 "O Autor Desconhecido"
XLVI
Os primeiros deuses que chegaram

 
Estávamos confusos
Todos ousavam nos ferir!
Por um fim, perplexo e absoluto
"Nos seria melhor, nem existir!"

E, mas uma vez imploramos
citando nomes e odisseias 
dos deuses bons!

"Senhores! Nossa Historia foi roubada!!"
Nosso paraíso foi destituído.
Está havendo massacre das nossas flores!
"Ajuda-noss'alma desolada
e livra-nos da mortal chaga e das feridas!"


Aurora à penúltima de nossas vidas poucas
lutava para nos alertar. "Há luz por trás do véu!"
-Como amiga minha, esperaremos? Com tão pouca força?
Na verdade o azul que todos vemos
é a entrada e a saída, um portal dos deuses do céu.
E nesse exato momento (algo lá em cima está acontecendo)

Todos os deuses são enciumados 
amor eterno por vossas criações.
Eles! Todos eles Vieram!
Não há filho que clama, e seu pai se encerra calado,
atravessando o meio da grande batalha
vimos todos o imenso clarão.
Por cima de todos os deuses 
o Grande autor da Criação.

E quanto mais ele se aproximava
sua luz intensa a todos os outros deuses engolia.
A besta e a fera que rugia, seus estrondos calava!

Os exércitos de Deus são incontáveis
nada o detém ou o resiste
e sua bondade hoje nos alcançara 
e nos foi infinita!

Nossa história original vais ser reescrita 
e vimos brotar em nós
à gratidão imensurável. 
Ao ouvirmos soar nos céus a sua Voz!
 

 "O Autor Desconhecido"
XLVII
A besta, O Desconhecido e a vitória do grande Rei!


 Já ouvistes o jubilar frondoso 
dos arcanjos?
Já ouvistes o retinir das fiéis promessas?

Para cada nave que cai
uma porta do abismo se fecha!

Para cada órfão que chora
"Um mesmo Pai!"
Para cada ultima aurora
um novo dia.

Cantamos, os seis abraçados 
em uma única voz;

"A besta e a fera foram arrastadas
novamente ao abismo!
E na distancia impossível 
o Autor Desconhecido e sua raça fora lançado
No fim de todas as coisas, surgiu o incrível!

 "O Autor Desconhecido"
XLVIII
De volta aos seus legítimos donos

 
Uma terra desolada enrijecida 
Almas fora de seus corpos,
corações longe de seu amor!

-Meu Senhor leva-nos também a vida?
Amamos uns aos outros e fomos atados,
pedimos-te junte nos a nossos mortos.
E conceda-nos viver ao teu lado.

Mas ele estava calado,
e de seus olhos lágrimas caíam...
E essas alagavam toda a face da terra
suavemente cobrindo nossos pés.
Fiel afago, nosso âmago sentia o carinho.

E diante dos nossos olhos
ele provava-nos o seu amor.

O tempo retrocedia,
o sol retornava velozmente.
A noite era como um piscar de olhos,
e tudo retornou ao estado de semente.

Agora nosso Grande Deus sorria,
e soltava o curso do destino.
Às sementes brotavam revestindo a terra.
Os escombros? Estes não retornaram,
mas nosso reino sozinho se reerguia.
Ouvimos mas uma vez a tua voz,
"Vês! É vossa nova terra meus filhos!"

Dito isto sobre nós assoprou,
e fomos adormecidos, para voltar a sonhar.
"Despertados por voz de meninos"
Nossas vida voltou!!!
Tivemos pressa em acordar


"O Autor Desconhecido"
XLIX (49)
O ápice da maior saudade

Não existe saudade maior que essa;
há que tem pressa em abraçar.
E nunca mais se afastar!

Não existe Amor maior que este;
Estarmos juntos por toda uma vida
e ainda sermos eternamente felizes.

Quando despertei, gritei o seu nome
e saí desesperado para te encontrar.

Quando nos vimos choramos juntos,
lágrimas de felicidade banhavam nossos sorrisos.
Não mas iríamos nos separar.

O ápice da maior saudade
e da pedra mais preciosa 
(e do amor)
O mais intenso brilho! 

Tudo passará, mas permanece para sempre na lembrança
Os dias de dor, a cegueira do coração, e a alma desconsolada.

Herdamos de nossos anseios a maior de todas as heranças.
Temos hoje e sempre um Deus,
do qual jamais iremos nos afastar.
Que nos disse; "Vês! O paraíso meu filho?
Este é todo teu. 



"O Autor Desconhecido"
À verdadeira Historia e seu autor

 
Sempre ele nos concederá 
o direito a escolher.

E nada neste mundo, ou que venha do espaço,
poderá mudar essa originalidade.

A ninguém no céu no abismo ou na terra
foi concedido! O Poder de decidir pela humanidade.
O fim total de sua historia.

Nós podemos mudar, a qualquer hora a composição de uma quimera.
Podemos escrever no chão e depois apagar.
Gritar bem alto e depois ouvir,
o som se desfazer e todas as palavras sumir!

Bem aqui no seio do nosso paraíso
descobrimos, que são as ações   
que despertam o Juízo.

E que a porta das nossas fraquezas e forças
está em nossos corações.

Antes que o "Autor Desconhecido" viesse até nós
pensávamos estar seguros, 
Nunca se está seguro! Quando se sente só!
O medo é o brilho ofusco no escuro.
O maior inimigo por dentro ainda existe.
 
Mas não estamos mais sozinhos.
Pedimos ao Criador que não mas se ausentasse.
Ele ficou! E está aqui por todos os lados.

Todos veem a multidão de anjos, que estão conosco.
(e eles amam estar aqui)...
São amigos de nossas crianças
e a guarda pessoal de nossa
nova herança.
 
-Senhor à nossa historia pensávamos estar perfeita!
O Povo todo o adorou.
-Senhor sem ti não existe paraíso na terra!
E a voz de todos com a dos anjos se misturou.

Até quando iremos existir? 
Quem ousar responder essa pergunta
será considerado,
"Um Autor Desconhecido
que tenta mudar as coisas por aqui."

Deste reino será 
para todo o sempre banido!


Fim.


(Lourisvaldo Lopes da Silva) 

Deus recompense-te por tua leitura e apoio a este aspirante a escritor.
Muito obrigado pela sua paciência um grande abraço.





OBS: Link para às 40 partes desta saga que não estão neste post.

http://lorisvaldolopes.blogspot.com.br/2016/10/o-autor-desconhecido.html
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