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sábado, 3 de dezembro de 2016


Poesia Infantil (série Fazendinha) 12-20

Ah!?! "Marélinho"

Minha casa de chão batido
tem parede sem tijolo!
À agua do riacho atalha pela bica
e desce pelo cocho do monjolo

Que bate! Quando volta 
Bate arroz, Descasca café
E, depois se espalha pela roça
Terra boa! Em cultura de massapé 
 Abacate nunca desacossoa

Meu pai plantava marmelos
E, minha mãe regava as rosas
Enquanto eu brincava com o martelo
nas sombras das guerobas.

Marmela relinchava alto
Ali na eira, no meio do capinzal 
"Vá ver o que há com ela menino?!?"
Marmela teve um potrinho!!!
Da cor dele nunca vi igual...

Laranja de tom fraquinho
mas bem amarelado.
Amarelo de laranja clarinha
Amarelo? Ou alaranjado?

Ah!?! "Marélinho" é seu nome
 meu mais novo amigo!
Crescemos juntos e fomos longe
conhecer todos os sítios vizinhos...

Ninguém acreditava, quando o via
E, quando me perguntavam
"Qual o nome desse cavalinho?" 
Eu dizia;

-Marmeleiro! -Marmeleiro!
De Marmelo Marmelada!
Pergunta pro filho do Fazendeiro
o diminutivo de Amarelo!
Pra essa gente que não sabe nada...

Ah!?! "Marélinho!"
É o nome do meu cavalo.

E amarelo bem fraquinho?
É bem claro!!!
"AMARELINHO."



(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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