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sábado, 9 de abril de 2016

Pleito!





Porquê eu luto?
Por um querer que nada diz...
Silêncio (sábio astuto)
Com nada as vezes nada condiz!

Defesa não tem
Também não foge...
O que será que nos convém?
Será que pode?

Posso chegar ao magistrado
Para requerer o meu direito?

Se minha vontade é um querer calado
O que deveras ser este meu pleito?

Só sei que, é a vontade
que ergue a marionete!
Dança mesmo sem vontade
O querer é uma vedete...

Que pinta os lábios carnudos
de vermelho...
Sua ambição deseja tudo
Menos conselho...

"Se eu, a convidar para uma dança
me ensina a vaidade dos alvos?"

Ambição é como o fervor, de uma esperança
(é as dúvidas, a fraqueza dos calmos)

Bate forte quem busca resposta
Incomoda a qualquer hora...
Até que se abra essa porta
"Não vá embora!"

Eu brigo por não ser de paz
Eu reclamo por ser desinquieto!
Minha causa maior é não olhar pra trás
Se eu morrer, que seja de olhos abertos!

Tudo nessa vida pesada cansa
Mas se concorrer por liberdade
Estou livre sob fiança
É posso atravessar a linha, além de sua metade...


A sentença motriz
me fez promessas...
Posso ser muito feliz,
sem ter muita pressa...

 Pleito! (prt1)

(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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