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quinta-feira, 28 de abril de 2016

"Esboça-me!!!"



Quem escolheu as claras
por dúvidas (em partes), guardou.
Ah se pudesses, expor-nos as mais raras
"quem foi que as julgou?"

Se não foi a mão de amarfanhado
quem foi?
Que decidiu calado
é não, praticou depois?

As recâmaras de teus tesouros
sonham pela primeira vez os plebes. 
São eles que acrisolam o teu ouro
é a'inda assim nunca passaram de germes.

Nem te lembras mais?
A perfeição de teus defeitos
-o tolo na estrada tinha razão...
"Nem te lembrarias mais"...

Do primeiro sonho
que te embrulhava nas noites de frios.
Mas no fim, sempre vence a realidade
-ela não muda nada,
quem nos muda, são os desafios!

As gavetas gritam por lembrança
como a saudade justificada.
Dos que moram por dentro,
dos tempos de esperança,
agora indolente, se cansa, de sequer imaginar essa estrada.

Estrada das flores sem cores,
de um artista sonhador.
Quantos vícios, até ser livre,
mas são nos esboços, que mais nos aproximamos
-do amor.
["Ainda não terminamos"]

Hoje fui encarado pelos meus medos
(medos bons)

"Pude então sorrir
é gargalhar
de mim mesmo!"
As partes perdidas, ainda estão lá.
Na barca aguarda o guia,
desconhecido ao esmo. 
Há quanto tempo não o via!

Nem todo o papiro do passado
abraçaria o tamanho das nossas saudades.
Porque somos inacabados,
(são os nossos erros)  que sustentam nossas vaidades!
   

 (Lourisvaldo Lopes da Silva)
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