music

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Solidão azul (Prt:2)



Nas noites de lua

Não conseguistes tragar essa luz
Que sobre essa fonte se reflete, 
Banhando todo o teu corpo!
Nestas sombras (só) te acalentas...
São cantilenas distantes que a seduzem.
Meu amor (não é assim) que se esquece.
Nessa noite vestiremos um ao outro
Noites cinzas turvas e nossas tormentas.

Banha-te sozinha sob a luz da penumbra
Nas centelhas que lembram-te do meu amor.
Nascente minha, que se espalha pelo deserto
"Todas as partes de mim pedem-te ajuda!"
E todos os meus dias procuram-na em seu vigor
"Quase luz a me perder por este universo!"

Todo o meu eu se refez,  céu límpido
 desfilando ao meu olhar tão bela lua
de um azul escuro em uma noite clara.
Mesmo que eu adormeça sorrindo,
as cores dessa saudade, são as cores tuas
tento esquecer-te mas a noite não passa.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Leia poesias

Um poeta pode compor,
 harmonias de seus versos,
e sincroniza-los,
 com os mais belos enredos.

Mas dessa grande trama, 
é apenas um ajuntador
de momentos simples e diversos, 
que despercebidos escapam
dispersos

"Mas nós temos algo em comum!"
 (fazemos parte de um mesmo segredo)
esse que os poetas tanto falam     
"AMOR"

Talvez muito pouco consigamos perceber
(mas poderemos ler)
ou ouvir.
Com atenção
 
As entrelinhas
 -À nos descrever!

POESIAS 
suas e minhas
é a voz do nosso 
CORAÇÃO.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

terça-feira, 14 de junho de 2016

Adágios de um poeta!

 


Ruge bem, ali aos dias curtos,
Entra desdém's -e correm risos amarelos
Saul pesca a paz -em aguas turvas
aonde In'móveis erguem seus castelos!...

"Para Isa-bela!" Na curva da igreja-
Na castidade da lua inconfessada
ela curva a cabeça -mas não me beija
ama-me primeiro! Com a alma pesada

-Para lua inconfessa!
olha -para mim -e para ela...
nada mais nos resta
"Ah!"- Me Beijou Isa-bela!

O futuro? Ó -vejo Engraçado!
À'gazarra nas praças -entre risos -mudos!
Dai-me graça  V'aí!- Infantes serão soldados-
Paladinos destros  -torneados para o mundo.

"Alto lá!" Castidades me assaltam
Mau o homem se defende.
E de impurezas se esbaldam 
e com olhar alheio se arrepende.

O mais puro de meus irmãos cresceu beato,
de fé indulgente -na  seita dos Jacobeus
Um dia viu Beatriz com longos saltos,
grato suspira -(Tamanha bondade vinda de Deus)

Este me deixou exemplos -E sobrinhos!
Até que Flor fluiu no tempo -Eu amei seus espinhos.

Eu tive uma formiga -"Zoé não tinha paz!"
Um dia me chamou para uma briga!
Minh'amiga tens mais fé - E mais vida!
Arrolos te desencantam  lento rapaz!

                          Três bens -Me prometeram!
    Uma boa saúde -um verdadeiro amor -um bom emprego
                           Três vezes -Me esqueceram!
Sem remédio  -Ela ainda não  chegou -Todos os dias acordo cedo. 
                           
                            Três vezes -Eu procurei
 A causa pra doença -Aonde está meu amor -E dormir mais  cedo.
                             Três deles -Eu encontrei
Pratiquei exercícios  -Muito mesmo a amei -Por trabalho o desejo.

Se de tudo -nada conseguisse
Fechar'ias os olhos em desgosto
Poesias para os dias seguintes
O mesmo mundo -em diferentes rostos!


    


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Rumores do tempo

Vida!As benesses do tempo, são porvir's
-Indigentes  -Pedinchões - Vieram me cercar!
Segundo -Os minutos - As horas  só sabem pedir,
Não há maior ingrato não há! Jamais hão de voltar.

No'víçiar-me, qual destes templos -me contém?
A vida: "Prometeu-se  para a própria morte!" 
" D'aquém até os segredos D'além existe um Deus?
Mas os rumores do tempo -ferem toda minha sorte!
 
 "As recente boas novas -chegaram"
R'ûmores dizem  vigor -eis nos aqui!
Os jovens de minha ida'de se fartaram
o que nos sobrará? A idade do nosso tempo!
Filhos que na velhice nos incomodaram.

O meu tempo se vestiu de luto e veio me encontrar
predestinados pelo destino somos um do outro.
 A vida nos leva ao altar, apenas a morte pode nos dissipar,
Quando chegar essa hora, já seremos -míseros e pouco!  

E os rumores calaram as pessoas,
dentro de seus próprios tempos!
Agora são temores que ecoam,
(detestamos o silencio)





(Lourisvaldo Lopes da Silva)

domingo, 12 de junho de 2016

Solidão Azul (sozinho no céu)



Foi em um tempo cheio, isentos libertários
tinham um céu inteiro para reclamar...
Corroboro-me com um monge lendário,
de verdes violetas  que brotam no olhar.

Estúrdias galhofas, deixam as cidades em bandos,
são os mais novos vindos de Bulicío (e eles estão amando)
As borrascas procelas, e seus vestidos longos 
são ávidas libidos que tremulam sobre os oceanos.

No céu de minha boca se agarram,
os alaúdes os pífaros e os  tamborins 
nas mãos de anjos que nunca ouvi!
E eles só tocam, quando todos se calam.
  
Sigo os laboriosos grifos-de-rüppell com o meu olhar,
este se incomodam com minha presença,
e me deixam completamente só nessa amplitude polar.
Agora sim, posso sonhar com as donzelices de inocência.

V'erdade?" Que à alma  -vasta por ai dentro do barro?"
Minha intima amiga o que é que tanto procuras? 
O silencio de Deus é o maior de teus amparos,
são os argueiros menores em densidão e agruras.

"Assenta-te disse-me a tênue das palavras,
e o silencio em mim saiu a vagar!"

Vês tu este meu corpo roto? 
"Nele está a minha casa!"

Meu coração sedento orto, foi até o céu limbo
e de lá se lançou  ao mar. 
Era um dia azul em uma tarde de domingo,
há um céu sozinho em qualquer -um- lugar!



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

As versatilidades do amor...

  

As versatilidades do amor...

Na idade da pedra
(Tempos duros  aqueles hein?)
Mas era lascado de bom!! :  )

Paleontologias poéticas fabulantes
narram flores que nasciam nas rochas...

Literalmente o amor deveria ser sentido,
ousado, possuidor é atrevido!

Pra namorar então? rsrsrsrs
A pegada tinha de ser romanticamente forte  
(eu hein) kkkkk

Porque dizem (não sou eu) Nem sei quem foi
só sei que falaram...
(Que os primatas tinham a cabeça dura,
pouco ligavam pra esses (tais de sentimentos)

Só sentiam, assim ó,
meio que um instinto estranhamente
grotesco  quando se apaixonavam
(Uga Uga Uga)   "talvez só T..a..l..v..e..z
fossem a forma de dizerem
(Amo Amo Amo)

E pronto já tava decidido,
"Mim buscar Mulher, pra Mim!"

kkkkkkk (conheço pessoas quase assim nos dias de hoje)

E, essa parte sou eu que estou dizendo (assumo os riscos)
: ) O clima de amor estava no ar (e nas rochas)

"Rolavam uma pedra bem grande, pra entrada da caverna,
com eles dentro, cujo interior já estava bem sortido,
de todas iguarias das frutas nativas (só as melhores)
E carnes de caça (variadas)

Ponto pros brutos (agradar já é meio caminho andado)

Tinha flores?   "Não nem tanto também uai!"

O que vinha depois dessa intensa,
desnorteante é forte declaração de amor,
resultará na povoação do planeta terra...

Ainda quê (Muitos tivessem medo de AMAR)
acabavam inconscientemente se entregando
kkkkkkkk

Depois como o amor é sábio gentil, e educado
(mas sem deixar de ser forte)
...foi moldando as rochas,
amolecendo o cocuruto de nossos antepassados,
o porrete cedeu lugar as rosas,
é até hoje um dos convites mais forte que se pode 
fazer a uma mulher é este
Uga, uga Uga Uga?
 "Quer ser minha namorada?"

"E, se a pegada do seu amor for tão forte
quanto a de nossos antepassados,
com certeza vão ser namorados!"
Se tudo der certo
(logo logo estarão casados)

E, 
tomara que zele muito bem dela é ela de ti!
Porque são vcs dois que vão manter a estabilidade
da nossa gigante raça na terra.


Feliz dia dos namorados!!!

UGA UGA pra todos!

(Lourisvaldo Lopes da Silva

As libelinhas de Jacinta




Brincas tu com a vida!  Gracejada,
pois teus dias enormes sentem fome...
E tuas noites são meninas encantadas,
por onde andas quando dormes?
 Por onde?

Teus dias corpulentos sonham
enquanto a tua alma é arrebatada...
O teu gozo escorre pelas montanhas,
e teus pés desconhecem estradas...

Por isso os saltérios mudaram suas rotas,
e todos os plectros próximos poetizaram...

As agnosias são águias que caçam a sua volta,
e todas as aparências esquivas
tem aspecto de  mortos, que não ressuscitaram.
(nos que não morreram ainda)

As libelinhas de Jacinta
são meninas aladas.
Ah meu amor , pode ser que eu minta!
Mas a verdade é
(que as mulheres são fadas)


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

sábado, 11 de junho de 2016

"Romântico procura"



Alguém com quem possa dividir,
momentos diversos...
Que goste muito de sorrir,
e de alegres versos!

E jamais se canse de ser amada,
de ser provocada,
e de ser desejada.

Que aceite ser musa há todo o tempo,
do jeito que é!
Que reclame, que agradeça, que cobre é que retribua,
seja completa, dona de seus sentimentos.

Que saiba tão bem facilitar,
como desafiar.

Saiba negar,
e mais ainda se entregar.

Que seja normalmente uma louca,
e que seja loucamente uma sábia!

Algumas vezes seja apenas senhora,
na janela a minha espera...
E outras vezes seja a quimera,
que me atrai e me devora!

Que ame poesias,
e deseje-me como poeta!
Divido com ela todos os meus dias,
e nas nossas noites não teremos pressa.

Que seja jovem de espírito, e mulher encantada,
de inicio proponho-te, ser minha namorada!



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Diário


 (..."
Quando se lembra, a saudade muda a cor,
não se esquece nunca tem renovação diária...
Quando se quer novamente, procura o amor,
ao  folhear as paginas de suas memórias!  

Como esquecer-te? 
Ou proibir-te as minhas lembranças?
Nestas eu posso te rever,
e reescrever minhas esperanças...

Querido diário que me transcreve,
todos os dias tens me lido...
Apenas recordações, não me servem,
preciso tê-lo aqui comigo!

Para confirmar-te um dia ao ao reler-te
estaremos juntos lado a lado...
E essa parte que escrevo hoje entre mim e ti,
será relida, quando ele estiver do meu lado.
"...)


(..."
Faz sentido que me impeças a paz?
Esses pensamentos que se ocupam,
a procuram-na "Ah quanto tempo faz"...
Que meus olhos te buscam.

"Como não descreve-la, paginas em branco?"
"E o coração quem dita as letras"...
 Versos meus (foram os desencontros!!!)
Tenho-na  relido todos os dias em minha cabeça.

Quero-te, não sei quando, mas a desejo aqui,
escrevo, e vou continuar...
Um dia em minha vida, ela volta a existir,
nunca haverá um dia sem me inspirar...

Dos dias que passei sozinho,
a via caminhando diante dos meus olhos,
me sentias um escriba apaixonado e seu pergaminho ,
assim a amarei, quando o tempo ditar nossa hora!
 "...)

 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

Perdemos a razão...



Brigamos por tudo é por nada
em tempos distintos...
A meio caminho, no inicio
nos degraus da escada.
Até mesmo ao céu limpo 

A gente briga 
mas se ama...
Se reclama
e se implica!

Por que ela não tem motivos,
talvez nem eu os tenha...
Bandeira branca alçando um sorriso,
por essa paz a gente se empenha.

Ama-la assim depois deste medo,
de pensar em nos perdermos...
Tem alimentado o nosso segredo,
e expulsado nossos pesadelos.

Ela me provoca a ira,
depois me pede socorro...
Nossa ilha da fantasia,
deslizando por nosso corpo.




(Lourisvaldo Lopes da Silva)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Foi decidido bem antes...

Antes dos sons fomos espectros,
imaginando-nos como fantasmas...

Fomos passear pelos universos,
sem o peso do corpo e até mesmo das asas.

Antes de querer-te 
eu a imaginei.
Sem que pudesse me ver,
eu a encontrei...

Estávamos tão sós, quanto sozinhos,
quando decidimos nos conhecer...

Imaginei-te em teus carinhos
descobria-me em você,
e não me sentia sozinho.

Porque te vi calada, mas não distante?
Te vi sozinha mas não como antes! 

Estavas em mim e eu estava em ti.

Teu olhar foi o primeiro ao meu encontro,
tua boca silenciosa a confessar...
  Já estávamos prontos,
e decididos a nos entregar!



 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

Na'morada do meu coração




Porque amar-te como se fosses vida?
..."A morte sem ti me amedronta!"
Porque nasci no dia que me amou,
se me faltares tu, (a morte me encontra)

Mas não a morte sem o corpo!
Cujo a esse, as almas não mais têm...
Mas___ de___ ver___ lacunando
pelo meu rosto___?
A ausência de meu bem!

Longe de teu corpo -vago alma no além...

Quem dirás ao meu coração,
logo ao anoitecer,
(Que está chegando a hora?)
Que encontrarei você,
me esperando no portão...

"Pobre de mim sem ti meu amor, e agora?"

...Quais fantasias alimentarão os meus sonhos?
Se neste pedaço de noite, ela não mais existir...
Nem a noite me será desejada, nem tampouco o sono!
"Óh amanhecer desconsolado, ela não está aqui!"

Quando toquei-te os ouvidos,
com as minhas palavras de amor...
"Disse-te: Fica pra sempre comigo?"
Foi teu coração quem me escutou...

Teus beijos confirmam-te em querer,
e o teu corpo, entrega-te por mim...
Minha namorada
(ao teu lado eu aprendi a viver)
A vida não pode decretar o nosso fim...

E, se algum dia o meu coração se calar,
mesmo mudo, ainda assim, será teu
este amor que sinto por ti, não consegue se controlar...
Aprendeu a viver, no dia, em que o nosso amor nasceu. 

Logo chegaremos ao limite,
em que todas as lâmpadas serão apagadas...
Mas ainda assim meu coração insiste,
em te amar, pra sempre minha, namorada...
  


 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

A nossa volta...

Deixe que cerquem-nos
de todos os lados...
Os seres, os aliados
e, todas as vozes
até mesma a dos calados!

-Clamem todas juntas
"e, ao mesmo tempo"...
O assedio de todas as duvidas 
e o cortejo de todas as perguntas

Só existe mesmo, uma única resposta,
e apenas há uma só pessoa...
-Ela é devida!

Que os demais vejam pouco
e escutem apenas o que quiserem.
"Uns dos outros"
-Duvidas? -E? -Mais? -Duvidas?
(eles é elas se preferem)

E incertos acercam-nos 

"Não notam tais que estamos apaixonados!"
 
Mas a minha amada
é tão segura do que quer!
 Que me abraça despreocupada,
 e de mim não escuta perguntas,
apenas respostas de outro alguém ...
Que sabe tão bem
quanto ela, o que quer!

 Nada mais me importa...
"Nada...Nada...Nada!"
Do que existe a minha volta
...Apenas tu, minha amada...


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Removendo a terra morta.



Ancianidade dos séculos jaz
dormitará a reles vil em uma cama morta.
Não a amei mais do que devia,
de seios nus exuberam-se sedentos,
ao horizonte a'barca rotas
canta fértil os montes a quem serviu.

Os regatos de tua juventude se acoitaram,
cerram os dentes por desejos não vindos.
E as flores líbidas não desabrocharam,
nem nas sarças silvas, há rosas sorrindo.

Por muitos anos a carne crua, se contorcia
e as maçãs de tua face nua produziam mosto.
Mas a virilidade enrijecida, se embebecia
é entregavam na o prazer de um morto.

Iracema! Porque ouriças ervas para Raul?
"Raul vem beber-me ao anoitecer!"

Talvez em suas cãs Iracema exista mais luz,
que nos segredos destas relvas rasteiras.
Se descobre crisálida, entre fracas perdeneiras 

Os tempos mudaram Iracema, Raul já é cansado
solo flácido, e culpa a terra! "Acredita?"

Talvez haja uma fonte eterna e jovem o suficiente,
para que alcance vida em outros planetas.
Acredita-se que noutros mundos temos parentes (?)

Porque deste pouco nu se viu Raul,
assim como ele a deixou.
Contra ele mesmo nu se voltou.

A gravidade arrasta os corpos,
e para o alto expulsa as almas...
Porque a culpa não é dos mortos,
mas da mão contumaz que a afaga.

Vão recolher os vestígios,
os Anjos dos lírios, 
é destes adubaram o juízo!

Como o velho carvalho de Tomaz (o contundente)
que se cansou as voltas de sua casa.

Se descalças fere, vermes infelizes
o caminhar das árvores não são de gente
"Me deixe cantar-te minhas raízes
carvalho valente!"

Oiça-me plantar versos,
Versos que se mudam -Versos que se mudam!
Durmas entoado ao sonhar com teu regresso
Versos calados -Versos calados!

Morreu o carvalho já velho mas não cansado...

Dizendo gorjeio soluçado o sabiá,
não sabia falar -nem soluçar -nem gorjear!

Por um prato sujo com sobras,
gargalha lágrimas de sabedoria o mendigo.
E o profeta na praça também tem fome,
quando diz esse nome 
"Jesus!"

Chegará a hora que todos hão de querer-te
como amigo.
Não o profeta nem a fome
mas o conselho de um mendigo. 
"E aquela luz!"  

Vi a raça livre dos prisioneiros da morte,
nas paginas deixadas,
resmungos do que temiam.

E outra quantia de vivos fracos de sorte,
que sem sequer ler já se esmoreciam...
(com a alma livre manchada)

Enquanto as olivas prenhas amamentavam seus brotos,
e o trigo selvagem franzino enfrentava o sol.
E o deserto vinha, nos roubando até mesmo as lágrimas,
é sobre amor muito pouco se ouvia, 
nas sombras excitantes recônditas dos  lençóis.

Dentro dos úteros cavernais se ouviam ecos,
o homem temia o filho vertente da terra.
Ainda assim brindavam os néscios em seus botecos
cujo vinho espoliado tinham a idade das guerras.

E cujo desejo era amplo,
nem sequer ouviam-na febril ardente,
quando vinha ao seu encontro,
a viúva de vivos, enterrar os seus valentes.

Amontoava as escuras sob vendas o que encontrava pelo caminho,
era dia reluzido nem sequer havia nuvens no céu.
E nos montões pútridos as aves defecavam,
é agarrado a mão de aurora surgiam os cominhos,
e estes eram os maiores que se encontravam.

E nós os comíamos.

Então revolveremos a este monturo a terra,
é na culpa de nossa morte encontrarmos o Orto...
E recuperarmos as futuras primaveras
velando-nos uns aos outros.


 (Lourisvaldo Lopes da Silva)
...Escute "Talvez eu nunca saiba como és realmente!"

Talvez nunca possa tocar em tuas mãos...

Ou te oferecer um ombro amigo.

E, tenha de me contentar, com o que temos,
(essa distancia)
aproximados por uma conexão com a internet.

Que nos levam é nós trazem uns aos outros
essa nossa amizade (virtual)

Mas venha cá!

 Me responda se puder...

Existe alguma coisa que possa-nos impedir de gostarmos
de verdade um do outro?

"Se existe o que é?"

Porventura é o fato de não fazermos
 parte da vida real real um  do outro?

Então eu não poderei amar um sonho...
(que ainda não alcancei)

Então não poderei eu amar a Deus?

Ou não é o nosso criador invisível aos olhos de todos?

Sabem meus amigos das redes sociais

O que eu estou pensando?

"Estou pensando em vc!"

E, não importa aonde esteja, ou como seja,
 eu escolhi amar um Deus que meus olhos nunca viram
escolhi acreditar em um sonho que talvez jamais se realize.

Eu decidi gostar de vc, é peço-te que aceite o meu carinho...

Aonde vc estiver

Boa noite...Um forte é afetuoso abraço, deste vosso amigo...

(Lourisvaldo Lopes da Silva)

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Novidades tua



Enunciar-te ei, coisas não minhas,
que despontam por ti, "só por ti"
para que de fato sejas minha "só minha"
terei muito que falar, sem falar de mim.

Pra falar de ti mesma, novidades tua,
é os lugares aonde as encontrei.
Se rosa tão bela se encontrasse na rua,
diria o amor "fui eu quem a plantei"
 
O escutaria, e se fosses tu darias ouvido,
a este amor que está falando...
Palavras tão lindas e se parecem muito contigo,
é ele quem está plantando...

E, o que sei de ti? De meu saber?
Que estás bem diante de mim...
"Eu sou o colibri!!" E tu meu bem querer!

Se rosa tão bela seguir emudecida,
Ai de mim ai de mim...
Estão vendo? Foi aquela que levou-me a vida.



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

A batalha Do'eu! (depressão)



Distante'mente profunda emerge essa dor
Quê isola todos os limites de uma terra...
Para o poder de  usurpa-la de teus senhores.
 
"A maior de todas as guerras
a mais temida de todas  as quimeras,
o céu cinzento, quê absconde a luz do sol
cerração obscurecendo a  primavera!"

A depressão nunca foi desejada,
nem o mais puro dos ódio a justificou.
"Desconhecida -opressora -é bem armada."
"Cavalo de Troia quê os teus soldados não libertou."

A cidade sitiada,
em todas as vias, de todos os medos.
Brada a alma atracada,
a pior das mortes, sonda-a em segredo.

"Ah meu irmão em Deus,
quem dera pudesse adentrar nessas turvas!"
Aonde sozinho se escondeu,
para ouvir junto contigo os pingos da chuva.

Para te dizer, quê não estás sozinho,
Inda que tua razão inconfessa,
lho confunda deste carinho.
Quê são levados em nossa conversa.

Só queria eu, te ver de novo,
brincando na chuva.
E, se aquecendo em volta do fogo,
e dessa vide, colhendo as melhores uvas.

...Quem melhor que tu,
para falar sobre essa guerra?
Enquanto todos nós, víamos o céu azul,
tu desejavas o leito, é si indagavas no seio da terra.
 
E ainda assim fostes julgados!

Se defender sem provas,  -flagelo é castigo.
Mas me dissestes muita coisa, mesmo calado.
Sem que conhecesse o teu inimigo

...A qual resistes pôr tua vida,
pôr tua família pôr teus amigos.

Estou vendo um insurgente,
ferido numa árdua batalha.
A maior guerra de todas os povos é gentes?
A guerra do eu na própria alma.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Em respeito é solidariedade a todos/a aqueles/a,
que infelizmente foram diagnosticado
com depressão.
  
 Não desista de lutar nunca, para Deus nada é impossível!

Existe cura!  Que ela seja  comprovada em tua vida...

Aonde está o teu Deus?

Por todos os lados,
acima de todas as coisas,
é bem perto de mim.

Aonde eu for, existe Deus.
para este amor.
Não existe adeus
(nem fim)

Tudo ele pode,
e ainda assim nos escolheu.

E, aonde você estiver...
Se for perguntado "Aonde está o teu Deus?"
Responda-os

"Ele está aqui!"
Em todos os lugares,
e pode todas as coisas,
e, te conhece como ninguém.

(Lourisvaldo Lopes da Silva)

domingo, 5 de junho de 2016

Verdades D'verdades. (confiança)



O tamanho de uma confiança.


Todo senso tem um juíz,
todo rei tem um leão.
Todo sábio é aprendiz,
é todo dia uma nova lição.

Reina sobre todas as selvas,
o instinto de defesa.
Caminha taciturno sobre as relvas,
encoberto de incertezas.

Um homem e seu aliado,
somando suas forças.
As quais foram confiados,
entre uma vez é outra.

Sem que se saiba (a confiança)
foi ficando cada vez maior.
Sequer desconfiavam (dessa herança)
cedo ou tarde poderei ficar só!

E, se incumbistes ao alheio,
mais do que podes resistir?
O anunciado não é tão forte
como o traiçoeiro...
Confiança, não deve menosprezar o porvir.

Futuro é um distribuidor de sortes,
nunca se sabe o que virá.
Inevitável é apenas a morte,
independe do nosso desconfiar

...(não tem amigos por aqui, e nem hora marcada) 
 "Miseráveis homens somos, na terra do nada!"

Confiança? A tenha ponderada,
e, se essa for sempre fiel,
há de ser muito louvada,  
e entre nós dois não haverá réu.

Por favor e precaução, 
nunca retenhas ou deixes de oferecer confiança.

O senso do juízo, segue nessa direção.



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Eu queria um amor assim...



Chegar'ei com muito (pouco) no fim,
um nada que consome tudo para ser levado.
Talvez haja tempo para ouvir alguns "ais" de mim,
-mesmo quando me faltar o interesse -calado.

 Bendita seja a memória envelhecida,
tem a mesma idade das lembranças,
que nasceram, no decorrer da vida, 
vivendo até o último segundo de sua esperança.

Serei eu alvo de cãs grisalhas? 
Já perto das últimas noites,
os dias vem como batalhas,
é quando chegam dizem, é hoje (?)

Antes que a nossa alva esvaeça,
é as lembranças peçam para ir embora.
E, o inelutável tempo nos desobedeça,
nos servindo a mesa com outrora's. 

O que dizer no linguajar do tempo?
Como relutar aos dias tão velozes?
...Já estamos adiantados noite adentro,
é nessa penumbra, murmuram nossas vozes.

Minha amada, é a jovem deste ocaso,
quem amei, chegou até aqui, aonde a noite se inicia.

É talvez no fim de tudo o amor, seja só um abraço,
sem despedidas, carregado de nostalgias.




 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

sábado, 4 de junho de 2016

Nua



Vede meu amor, como a noite
que de acanho fecha os olhos.
"Vede meu amor, pelas frestas-
de teus desejos, podes me olhar."

Taciturna noite, espreita-nos
como se nos vestisse, à sua vergonha,
de se entregar ao luar...

Quem se cobriu  ao olhar inócuo,
de quem ama?
Ou se despiu, para aquecer-te
nessas chamas?

"Como andam os ventos desnudando, durante o inverno?"
Derrubando folhas, e as espalhando pelo chão...

Insanamente pura, é sem reservas 
ele se despia,  caminhando em minha direção...
 
Retrocedemos o tempo, as noites e os dias.
"Apenas nós dois sem o sol ou a lua!"

"Não havia mais nada há nossa volta,
nem mesmo o pecado, sequer existia"...

Apenas o amor, 
é este minha amada, é uma palavra nua...

Escrita nas linhas do teu corpo.
 


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

De mãos atadas



Nada há nada quê eu, possa escrever,
se me prendes as duas mãos.
-a manhã -a tarde -e o anoitecer,
proíbe-me essa solidão.

Pois correstes livre,
em minha direção.
E quando partistes
ataste-me as mãos.

Sobre qual pele hei de escrever?
Se rompestes em distância essa linha...
O papel que me oferece você,
não será o mesmo, ainda quê seja uma poesia.

Estarão retidas as entrelinhas,
-a saudade -a vontade -e o amor,
Destas páginas não minhas,
colham-nas todos de minha flor.

A mão se afaga,
carente pela sua,
o sol jaz sem suas brasas,
eu a desvendo
Descrevendo-na como lua.

Minha lua.

(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Ai de mim sozinho...




...Um copo de vinho vazio,
 um abajur apagado
 nos lençóis macios,
 teu cheiro ainda guardado.

No espelho um olhar,
diante de uma imensidão,
meu amor? Onde estás?
Não me deixaste a razão.

Me cobre a memória de ti,
com as lembranças que deixastes.
Quando partistes me levastes,
estou sozinho aqui.



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

terça-feira, 31 de maio de 2016

O que é belo?




Não ter maldade,
ainda que ela insista em existir.

Não ter pressa,
mas sempre com a intenção de chegar.

Ser imenso,
(...que caiba em qualquer um, a qualquer hora, é lugar)

-"Que cause espanto,
admiração -risos -encanto."

Que goste muito de carinho,
tanto que, quando não recebe, tem para doar.

O romantismo,
desse se colhem as mais lindas rosas o ano todo.

A amizade,
essa é como um apanhado de todas as coisas boas,
nela se encontra um pouco de tudo, que nos falta.    
 
O sorriso,
-reluz como uma palavra doce ao olhar.  

A honra,
que exalta os verdadeiros nobres.

A gratidão,
apenas ela prova que se deu valor.

"A paixão,
é inquietante."

O namoro, 
(dois sempre serão melhor que um) 

O sexo,
por prazer, por querer, e por amor.

O que é Belo?
 
Estarmos livremente juntos,
em qualquer lugar.

Fazendo o que quisermos,
e o que gostarmos.

Talvez ...falar, falar é falar
até nos cansar.

Ou ficarmos sonhando,
olhando um no outro (se imaginando)
sonhando-nos...

Nos realizando...


 Isso é, muito belo.


    (Lourisvaldo Lopes da Silva)

segunda-feira, 30 de maio de 2016

(O bebê chegou)

E, quando eles chegam (ai, ai, ai, ai)
Chegam pra ficar! :  )

...Depois de algum tempo
(9 meses se passaram)


(O bebê chegou)

Pequeno no tamanho mas um gigante no amor.
Uma oposição que não encontra existência
(de um lado o sonho) é (do outro a realidade)
nunca houve alguém que pedisse amor com tanta sinceridade!
Os olhinhos chegam a brilhar de tanta exigência.

Quando em silencio "prendem a atenção"
quando aprendem a gungunar
Derretem corações,
e conseguem chegar,
a qualquer lugar!

"A mãe é quem leva"   :  )
e, o pai se entrega...

Mas....

Alguns hábitos são alterados,
(em alguns casos a noite vira uma criança)
A exigir cuidados  (rsrsrs)
O pai é a mãe se alimentam de lembranças,
(do passado)

Mas, eles crescem tão rápidos,
dentro de alguns anos
geram sonhos, esperanças
e nos seus rastros (encontramos saudades)

Saudade do que pensávamos ser cansaço,
das mãozinhas capazes de segurar um mundo,
e guardar todo o universo dentro dos seus abraços,
...de repente eles crescem, em menos de um segundo.

E, deixam a gente bem pequenininhos,
e voltando no tempo...

Até a cama fica maior  : (
já estava acostumada...
com o pequeno invasor,
mas ele está por ai em algum lugar da
casa crescendo.
E junto também cresce o nosso amor,
observando nossos pequenos.
   


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

O valor dos noivos



Uma noiva se pesa em ouro,
quê possa ser levado nos braços.
Um noivo carrega o seu tesouro,
Com muita alegria sem enfado.

Uma noiva precede a rainha,
o noivo o rei apaixonado,
lado a lado caminham,
"Antes de qualquer outra coisa
sempre serão namorados!"

Uma noiva sonha o tempo todo.
O noivo é puro sonho,
quando casados (sonham) em dobro.
"Todo ano é ano de bodas,
amor sem tamanho
-colheita de rosas."

"O valor de uma noiva?" Incalculável...
Como o amor.
Dentre todas as demais "Ela é imensurável"

"Viva HUaMOR"

"Vida longa aos noivos!"
 


(Lourisvaldo Lopes da Silva)
 

Éramos apenas amigos...


"Recuem o tempo vos peço!!!"
(Mas poupem minha memória)...
Podem voltar o universo,
mas apenas nós podemos mudar essa história.

Não há quero na proximidade,
nem distante.
A força da amizade
Proíbem os amantes.

Há quero estranha,
ao me ver aproximar!
Já sabendo dessas manhas,
não vou deixar essa chance passar.

Ainda assim serei teu amigo,
-o mais chegado.
Tendo-a lado a lado comigo,
-sobre os meus cuidados.

Mas nunca serei seu dono,
quando acordares ao meu lado,
Contarei a ti, (este meu medo)
"passou -foi apenas um sonho"


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

domingo, 29 de maio de 2016

Lágrimas de uma rosa...



Nos orvalhos das noites serenas,
ruge a escuridão na ausência do sol.
A lua e as estrelas, são amenas,
ao coração enturvecido de um girassol.

Das nuvens não alcançadas,
retornam os vapores,
e nas plantações caladas,
repousam sobre as flores.

E do sono de uma das rosas,
colheram todos os sonhos,
solidão passou silenciosa
...(ela estava se recompondo)

...Fez frio, durante essa madrugada,
assopram-na forte, as lembranças
"Os relentos de uma flor apaixonada
muito cedo se adiantam"...

-Escorrem pela alma triste,
as lágrimas de um coração
...Caminhando...pelas vertigens,
arrimando, em sua inanição...

Se curva a rosa orvalhada,
até que de seu corpo esvaeçam...
As lembranças e a noite passada,
com a chegada do sol, desapareçam.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Dono de si


Existem placas na estrada
e limites no tempo.
Existem dúvidas caladas
e limites nos sentimentos.

Verdades pela metade
são palavras omitidas.
 Uma  das formas da sinceridade?
 (está pensando ainda)
 
 Se os receios não passam,
as certezas não vem.
O silencio não basta
(não justifica-o como refém)

Errar não é bom,
mas é humano,
junto com o acertar,
completam quem somos!

O medo é um limitador,
que aguça os temores. 
A coragem não é um favor,
 é a força que ignora as dores.

Se fosse fácil não seria perguntado a ti,
antes de responder pense bem.
Se vai seguir em frente ou desistir,
deve ser tua a escolha e de mais ninguém.

Todo fardo tem um dono,
e toda honra, um senhor.
Todo sonho tem seu sono,
e toda a sua vida, exige seu amor. 



 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O corpo de Cristo




Tão jovem como as alvas da aurora,
-se, uma vida correspondesse a um dia,
-"uma dor prematura/uma mãe que chora,
por seu filho que viverá menos de meio dia."

Tão pura luz, que aos olhos cega,
são os resplendores de tuas palavras,
que ofuscam a turbidez intransigente das trevas,
-a luz desse clarão, [o horror de nossas chagas]

A maldade reina de bondade disfarçada,
-superabunda em ciúmes mas falta-lhe alma.
Se apoia o vil, abraçado a quem o afaga
nele jaz a curta garantia de suas alvoradas.

Da patuleia dos nobres,
a excelsa soberba.
O acumulo dos reis (pobres)
se desviando dessa vereda...

-O corpo de Cristo!
A bússola de todas as direções,
emérito mapa.

O soldo esperado,
a luz -o caminho -a salvação.
O cordeiro-
é, de Deus amado,
o herdeiro.

O Corpo de Cristo,
Diagrama  tracejado,
(bosquejo perfeito)
o amor mais bonito,
Cristo...

A resistência crucial,
o sangue lacrimejado,
sem conhecer o final,
Resultado?
"Ressuscitado!"

Aonde estás meu Senhor teu corpo?
Para que te sirvas?

"No frio, na fome, na sede
nas dores, na prisão,
na...solidão."

"No arrependido,
no amor -no perdão
no amigo"

"Na criança,
na velhice,
e na esperança
nos dias tristes"...

O corpo de Cristo foi lançado,
são as sortes, de nossa fé!

 Jesus de Nazaré...

(Lourisvaldo Lopes da Silva) 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Todas as vezes (eu)

 

Nem mais vivo quê a cessação do dia,
talvez seja apenas mais um encerrado,
-sino de voz provocada,
quê incômoda.
 
Um mero destino, na ciranda de roda.

Irrecusável gravidade, 
quê não me deixa mentir/fingir
 
"Um estranho pouco conhecido,
por um (amigo) despercebido"
 
A saudade não vingada,
o braço nu de uma mão desolada,
apontando ao léu.
"Olhem um pedaço das ruas de Marte,
a pesquisar pela ciência." 
 
Existência? 
Aquela que nega, até a própria morte,
O quê tens?
Estar porvir, qualquer quê seja
-o além.
 
"Tão categórico quanto altercar consigo mesmo.
As cordas a toa quê arrastam o esmo.
 
Teu irmão 
- O mais velho entre os caçulas,
dos filhos ainda não nascido,
a fenda nua de uma mulher,
nas alturas mais profundas -a planta do pé!"
 
O que rejeita,
  [sobeja]
  da esquerda a direita
as voltas de sua mesa.

o crepúsculo entre a sombra e a luz,
[sem martírio] [sem cruz] 

E as trevas,
de um amor (mau amado)
 raiva's'em'trégua,
por teus cuidados.
 
Minha amada,
é, a liberdade deitada sobre a cama,
-ousadia nua -poesia.

O gozo da alma,
em um rosto indisposto
A reta angular
conhecendo o teu corpo.

Um
-"pode ser!" 
mais...
-quê apenas um.




(Lourisvaldo Lopes da Silva)

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Encontrar-te-ei (nênias solicitudes)



"Procurar-te-ei", (por quem eu me perdi),
até tê-la ao meu lado, "também me esqueci." 

Pelas manhãs elegia, a lua minguante,
dividi o céu, deste meu ardor titubeante.

Salta-te em direção a este vasto,
um grande amor, acolhido em meu braços.

Quando a solidão tardia a noite alta,
em mim ,hà dor sombria, por tua falta.

O que fazes tu, tão distante calada?
Mais fala a saudade que tu, minha amada.

Tomaste-me o coração como penhor,
a este desolado devolva-lho, é receberás teu amor. 

Desvairadas são as flechas,
do cupido sã, que a si mesmo acerta.

"Ah poeta" Quem és?
(um inspirado amor por está mulher)

Buscar-te-ei entre as galerias desconhecidas,
de teus desejos mais lúcidos/lúdicos/ de tuas jazidas.

Achar-te-ei como a joia nua de um corpo reluzente,
sobre minhas mãos,/ aquecida /encontrada /ardente/


 


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Uma pétala só



As rosas se eludem, 
de farta graça, e fiel beleza.
-Nos confluem,
a navegar por tal leveza.

Enclausurados segredos,
"cobiçar-te é esforço brando",
 de inegáveis desejos,
por teus átrios sonhando.
 
Rêcamaras silenciosas a sorrir,
destes teus recônditos anelos,
chegastes a me ferir,
-o desejar de teus desvelos.

Uma pétala de rosa,
é todo um céu de anjos.
"Dê-me deste teu amor,
que a vida renova!"

-amar-te-ei como um fiel arcanjo,
-sem pressa -com eterna hora.
 
 
 (Lourisvaldo Lopes da Silva)
 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...