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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ociosa, vaga à noite...

Tece o negro de teus cabelos
Desalentos q'flutuam ao vento.
Bruma leve à lã d'teus novelos,
E da frágil luz da lua, quebra o silencio.

  Ociosa assenta-te, à noite
Pairada sob'strelas belas.
Como se estivesse nua ,
Afago amante as tuas pétalas 
negras rosas sonha à primavera

Indolente percorres, 
Pela penumbra vazia
As silhuetas distintas
Das luzes que fogem

Teu vulto sedento, e macio
É como a pálida aurora
 Já sem sangue, e quase sem vida
Pedi-lhe que não fosses embora
 
   As poucas estrelas se apagam
Quando teus olhos se levantam
Teus desejos me afagam
E teus lábios se abrem

 Da ociosa dor me arrancas
 Quando teus segredos descubro
 Em teu corpo denso eu me aqueço
Na voz tremida de teus sussurros

Suspirei, quando a lua ausente
Se despedia...
De teu corpo ardente
Que a mim se oferecia.
 
 




(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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