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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Amantes noturnos



O encontro        

Da inércia devoluta fugia
"Boêmias despertando-me vida noturna"
   Serestas vagam bondosamente, apenas eu, ouço;
 (É noite) E desejamos q'não mas amanheça 
Bailam ás escuras, mascaras e suas fantasias  

Enquanto dormem os mundos
Caem as estrelas
E, é ali! "Para aquela direção que eu fujo"

Quando nas sombras uma voz
ardente caminha...
-Um convite sedutor, chega aos meus ouvidos; 

..."Vamos jantar?"  À luz da lua!!
E, quantas eternidades
 duram apenas uma única noite!
Amor passageiro,
seguimos juntos o mesmo caminho
-Saudades-

Sonda as noites, enredos.
E tramas tecem-se no oculto
-De nossos desejos!
 
Da noite passada lamenta-se o corpo;
 "Ao que resta de teu perfume
se desfaz como o teu vulto.

As inocentes flores da noite
 Se desprendem das roseiras e saem sozinhas...
A meia luz o segredo q'se esconde, revela
Nessa noite fugiu para ser minha.

Diante d'um candelabro posto
sobre a mesa,
repousavam as estrelas,
 Clareando a sombra nua,
q'saltava de teu corpo. 
    
Nas cordas caladas de meu violão
  Meus dedos se desinquietavam...  
Acariciavam-te meus olhos,
como a  uma nova inspiração.  

Para a boemia insaciável cigana, 
e seus úmidos lábios vermelhos.  
Meu coração d'antes, nunca esteve tão repleto 
Hoje a noite ousa, "Em sedutores conselhos."
 
Eu sou o artista -ela é a musa"....
E o seu corpo a minha inspiração  
 A poesia se inspira em belezas mudas
 E o boêmio em noites de solidão.





(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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