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terça-feira, 13 de setembro de 2016



Abstrata...

-Rude, árdua a primata inculta,
É turva a inerme, que se levanta.
Em seus tremores, a rocha ocultas
Como zombas da morte, à dança

Ávida anseia, à psíquica afronta
Desconchavos  disparatam flechas
Em mil segredos, desejos contam
... "Ouvimos o medo fugir sem pressa"

D'um Viço regalo emerge insano
Ricercatas desafinados e anormais
Realengos dispersos e sem trono
 Ânsiá-te patrícios as bazófias surreais
  
   II 

Gravura surreal

O quadro negro é branca folha
Em mãos que nascem flores
Pensamentos não merecem escolhas
Mas a loucura colhe os louvores

As pequenas bocas úmidas, vermelhas
Moram no topo de cada roseira,
 Na brisa fresca flutuam seus cabelos
A dona, no quadro, é a jardineira 

...Que lança convites ao artista
Por um momento chega, à tocar-lhe o rosto
Versos livres flutuam em folhas, erguendo-o do chão

A imagem d'todas é a mais bonita
Poeta e poesia, nascem, um para o outro
Um rio de larva ardente, voltando ao vulcão.

   Na margem inferior assina
Em uma gravura 'inda sem cores
Um artista q'não existe
Esconde uma estranheza q'o fascina
Em suas mãos brotam as flores
Agora pode admira-las 
mesmo triste.
 







(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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