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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Miro no Reino Fungi (Todas as partes)Do inicio ao fim

Miro no reino Fungi





 



"Miro morreu!"   -Pranteia a viúva-

(Desconsolada sem amor)

 Um acaso na vida brinca, de Deus

na pequena terra, das gigantes saúvas.

Não existe dor...

Acorda Miro apavorado

"Aonde estou?" 

(Que lugar engraçado)

Ao longe o observa Quitina,

 menina assustada, que rápido se esconde...


Uma luz na janela sem cortina

(a entrega)  Mas mesmo assim não responde.

-Num silêncio sem trégua

 ...Um Déjà vu acorda a lembrança!

 E Miro pensa muito -estou dormindo]

 (?) (Lugar aonde as arvores tem chapéus


sapinhos observadores, são as crianças)

E em algum local secreto (eles) esconderam, muito bem o céu.

(?)

Segue Miro sorrindo

(pensa estar sonhando)

!!!

...Um adulto quando sonha

é igual, a uma criança brincando.
É dono de tudo! !!!
 Segue a luz esverdeada
que salta das arandelas... Miro... 
[pequeno Miro- (Não sabe quase nada) 

Até que no cruzamento de uma trilha

conhece Éon

Longa
 barba branca
a se perder no nada.


Orelhas-de-pau  Dependuradas
  Éon sabe D'tudo!!!
D'Tudo nasceu do nada
-Há  alguns milhões Absurdos!

Aonde estou?




...
(Lourisvaldo Lopes da Silva)

 

Miro no reino Fungi (Prt 2)








Hifa e Micélio a caminho



Aonde estou?

Pergunta Miro a Éon...

---------------------------------------
"Estás no principio 

aonde a (pequena) multidão se aglomera!"...

Nem sequer conheceremos o gigante inicio

ou ter o tamanho d'um grão

Bilhão vezes bilhão

que se proliferam.  
"A ciência das estrelas d'sconhece o próprio chão!" 
 
[Éon]
"Bem vindo Miro

ao reino Fungi!"
O pés que enlaçam-se as raízes
são mais petizes/"são"/ mais felizes
Em um lugar se desconhece
(o motivo e a razão)
E se encontram nas cinzas
O ser vivo e o Ser não!

O reino sem fim se estende
a sua frente!
Não precisa ser muito para ocupar
O maior dos reinos 
nem precisa se mover de seu lugar
  o que se diz aqui, Também se sente .

Aqui a gratidão é devolvida
em um mutualismo assustador.
Por menor que seja a vida
não se confirmará sem amor.

Em seu lugar...
"Miro -eu desistiria de acordar!"

[Miro]

Não! "Éon não me prives a realidade
o sonho dorme dentro d'mim"
Dizes isto por não conhecer a saudade
(essa insaciável) Não aceita o fim!

[Éon]

Escuta Miro? Ouves tu este som?
São eonótemas de Fungi
Inefáveis mundos paralelos
a interagir com os septos
a harmonia da existência rege o tom.

Daqui podemos observar
Os grandes homens desaparecerem 
pós'menores  q'insetos.

[Miro]

Desejo seguir em frente!
...(Éon é longânimo)...
Teu saber confunde-me ó inteligente
e magnânimo Éon 

Quero ir embora, 
pra aonde as dores são sentidas!!!
O valente mortal se corrobora
 melhor q'tudo é a vida!

[Éon]

Miro segues então 
por estes Decompositores 
 eles redirecionam a vitalidade
o portal que rasga a solidão
convertem em trilhas caminhos de flores
Por estes chegarás há eternidade
finda logo ao porvir...

Na torre mais alta se esconde a promessa.
Só assim descobrirás
se há
como voltar.

Lá se foi Miro admirado
Do céu que jurava conhecer.
Das gigantes montanhas desprezadas
pelos homens ignoradas
O homem também foi desprezado
por tudo q'foi capaz de perder.

Ali Miro conheceu a cerimônia Lava-pés, 
dos exércitos vermelhos de 'scavar...

Os animais não tem sentimentos?
Ou são os homens que fingem ter fé?
(E por ela) 
sem motivos são capazes de matar
 para transformar em deserto a primavera.

Então Miro ...não! 
(Pensou e pensou e pensou)
"O irracional tem mais valor!!!"
 E a utopia daquele lugar lhe devolve a razão 

Todo trajeto é colorido
com cores inimagináveis!
A paz minuciosa
"Tem a famosa cor d'um sorriso"
e o Reino Fungi tem valor imensurável.

Miro já não sonhava
Miro estava vivendo
cada momento.
D'sses que não se acabam.

Quando viu o emaranhar infinito nos cabelos
de Hifa entrelaçadas a Micélio!
As paredes das casas tinham seus mesmos jeitos

Quitina menina acanhada se aproxima
Miro (já faz)algum tempo que renunciara o sacrilégio.

Agora caminha por Fungi admirado
Micélio é seu amigo Hifa sua nova irmã
Quitina é sua atenta 
Nas sombras úmidas mora o Sapo
Pesado e julgado por seu afã
Miro tomou pra si uma das virgens (Amena)
E seu enfado virou divã...

A'pressa não tem lugar aqui
(o menor ocupará o lugar maior)
Quem não cresceu terá porvir!!

Miro já descrente d'Deus
Por desacreditar, "quem é o Cristo?"
A jornada é Cosa Nostra
Um enredo (Miro não morreu)
Só foi o escolhido d'ntre todos os bichos
E levado a outro lugar
A estrada ida que chora 
sorrirá 'inda que haja demora 
em voltar.  
 ...

 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

 

Miro no reino Fungi (Prt;3)








Um segundo amor aceito...



Desavindas tombam na terra

amad'alma anseia ti o corpo

Florinda zomba d'sta quimera

Acalma incendeia o orto



O inicio não pede-te adeus

a lapide tumba fria horrores

Miro sozinho pequeno sem teu Deus

  a solidão de não voltar, é mãe dos pavores!



A eternidade pode existir em um segundo

se tudo há sua volta passa...

Perpetuo são os portões de seu mundo

é a carência gélida que escolhe ao que se agarra.



Miro perturbou-se por não saber de nada

de não ouvir os segundos contando passos...

Entregou-se por querer ao destino dessa jornada

Amena tem sorriso mudo, e falando soa como um abraço 

 

 A menor paixão em Fungi 

reconstitui uma vida perdida...

Desta qual não podes fugir

se apegas a mão estendida...

Sozinho não hás de conseguir

Como é aqui é também ali

uma doce voz (amor) para ser ouvida.



Em uma parte do caminho 

Miro lembrava de seu primeiro mundo.

O coração do homem tem eterna morada,

aonde deu e recebeu carinho.

O corpo dorme mas o espírito nunca é mudo...

Triste Miro longe de tua primeira amada. 



Nas terras do reino Fungi existe um Deus

que não dissipa nenhuma de suas criações...

Hifa já foi fera, Micélio um profeta saduceu,

Quitina menina que nunca cresceu era uma canção...



Abraça-te a um novo amor

quando o pavor roubar-te a casa.



 Miro Amena te seja por companheira

 (o primeiro casamento é feito pelo olhar)...

Amena Miro seja teu companheiro

(O primeiro sentimento é mais forte que o abraçar)



 Miro está desaparecido lacuna a saudade

sozinha.



Mas nas terras de Fungi, cultiva-se amizade

(a minha)



 O autor é consumador de uma obra 

é também o seu dono!

Miro ganha novo amor, e nova historia 

muito além daqui através do véu um imortal vive no sono.





(Lourisvaldo Lopes da Silva)

 

Amena



Miro no reino Fungi (Prt 4)



 ...estou te amando



   
Sazões dos tempos propícios
Os frutos perseguem as mãos
E poucos vestígios embrumam o passado
Quando afável, me toca no presente
desperta meu novo amor...
"Amena por ti estou apaixonado!"

Por aqui não há coração apenas se sente
 Fragrâncias de mirras amargas
São como os sepulcros das sementes
Constante desejo de vida, que do solo brota paginas
a ressurreição é paga
e a morte não rege o fim 
retribuições, gratas promessas da fé.

Meu amor por ti, é ameno
como a mirra puramente perfumada.
Flor de orvalhos serenos
Tons de liras estro! Pra ti ó minha amada...

Amena
Deleito-me em teu amor
Porque me és, como as brisas....
Nas aragens incessantes,  flores dançam
No menor toque de tuas mãos escapa o frescor
Encontrar-te, (foi me encontrar (com a vida)
   Os apaixonados seguem-se e avançam...

Poder-nos seria dado
Se amar evocasse a magia
Seriamos deuses de nossas criações.
Amena tenho eu te criado
E teu amor me transformado
Aqui viver é sentir, sem (fantasias)
É utopia encontrada, fim das ambições

 Em Fungi não há espaço
A grandeza suprema desfaz as medidas.
Então estou apenas te amando
Amor é resumo, marcos de um limite
Na verdade quem ama? 
Amor apenas Amor é igual vida apenas vida.
 Estou amando estou vivendo
sem medidas de tempos, altitudes, longitudes ou limites.

Perfeito são meus olhos
A cultivar-te pequena
Minh'alma relutante, não mais sozinha
outrora fingia, mas posso ser refeito.
Sussurra-me suaves palavras, Amena
"Rejeitas o pedante, 
o amor não se resume em linhas"...

Nossa particular história 
não imita vãs glórias...
É menor em ascensão que todas
Aqui no menor dos reinos [Fungi]
"Eu sou dela é ela é minha!"
 Quem está amando não consegue medir
o tamanho do seu amor...
 

Vale-me por tudo que existe

que estejas aqui.



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

 

Lagoas incógnitas






 Miro no reino Fungi (Prt:5)  



Crisálida latente é a cor do meio

Os núncios são vindos no anseio da alma

-mortal de luz! E sangue vermelho

Bendita são as panaceias da alva



...Que margeiam as lagoas incógnitas  

 Depois de um mistério desvendado vem outros

A breve vida se esconde por trás da hóstia

 O sacrifício vicário não abre mão de seu morto



 Quem pode conter nas palmas das mãos

Uma gotícula porção de agua em dias quentes.

Os átimos gigantes rejeitam a divisão

Origem sem data eternidade à frente



Eterno é o futuro e o passado

Se não existe o fim não houve inicio

"É um circulo, e nos estamos (presentes) bem no meio!"

A sêrodia sempre vêm, inda  q'tardia

Como se sofresse de duvida (o árduo sim)

 somos herdeiros do receio...



Nem quando se pensa, (morto estás)

As palavras tem o fúnebre, mais convincente

Na ventura e nas cinzas também reina JEOVÁ

O dono da eternidade não guarda luto de gente.



Nas aguas Fungi eu ví

Germes evoluídos maiores do que eu

As teogonias parindo sob a lua de Jaci  

    pequeninos pequeninos "sois deuses'


A menor partícula de um pensamento

 Não consegue renunciar a si mesmo

Sansão matou mil homens

com a queixada de um jumento!

Um vírus letal deixou bilhões em desespero



Na agua não me vejo (reflito)

Aonde estou e quem eu sou?

Dura pérfida, na intervenção dos conflitos

"É" ...com quem estou?



Sabe tive medo inconsistente

Como a subida do sol ao meio do céu

todos os dias ele tenta fugir daqui

pra desvendar abismo escuro acima

Pobre sol sem razão, não consegui fugir.



 Na pequena borda de uma lagoa 

construiram aldeias

Quando o olhar nada encontra desacorçoa 

 não está sozinho, é, a luz das candeias



Que movem a coragem desvairada  

a mão suave é mais quente...

Sofre aonde estiver quem leva a sua amada

(mas no fim, os dias são mais atraentes)



Com o frio da noite se aquecem

as flores perfumadas.
 Os alvedrios mais sábios agradecem
 aos temores, que incitam a jornada. 













(Lourisvaldo Lopes da Silva)



 

 A amizade a caminho de Fungi




 

Miro no reino Fungi (Prt:6)

 

Os caminhos são propícios

E muito pouco do que se quer, Vê!

 Longos são os dias de solstícios

Sentir-se querido é como se ter

presente um amigo.

 

Miro sentia saudade de si mesmo

A consciente mordaz de quem sabe amar

Transforma a solidão em medo

Como se dentro de si mesmo,

 não houvesse mais lugar.

 

Há amigos que quase não são vistos

São tão pequenos, quanto são bonitos 

 

As descidas levam a Fungi

E muito pouco esforço se exige

De quem segue o que quer

O labor não amedronta o livre.

Não há peso no madeiro, quando se tem fé!

 

Qualquer lugar do mundo é ideal

Para se reiniciar tudo de novo

Recomeçar é decreto, que proíbe o final

Não há nada q'consoma tudo, nem mesmo o fogo!

 

Tive um gigante ao meu lado

É uma centelha nos pensamentos

Fustigante é meu anjo alado

A terra é vermelha, (tem sangue por dentro)  

 

 É o calor da mãe que afaga

No leito como se fosse o ultimo carinho  

Com um amor que jamais se acaba

Miro já não se sentia mais sozinho...



A família é também uma leal amiga

 E o amigo, o mais novo e fiel irmão...

Na terra das gigantes formigas

Pormenores são donos do chão!



Miro não corre além

Ele sonha 

A fantasia convida-te,"Vens?"

O que o homem cria o acompanha....

 

As Mycenas clareiam a passagem dos amigos

Com luzes verdes, que brotam de suas paredes

Amanitas embriagadas esbaldam  seus sorrisos

As noivas são lindas e seus véus são como redes

 E de seus olhos podemos ver o brilho.



Amena sonha ao meu lado

e sabe que vou realiza-los

Todos eles...

 

 Na floresta grisalha mora Branca (a curandeira)

Essa me deu de presente um coração

E deste saiam veias rosadas

A caminho de Fungi há arvores que sagram

O sangue é uma seiva, tanto faz que seja ou não vermelha

Desde que tenhas um é ele funcione bem, passa a ser coração

E as veias são as raízes ao longo da estrada

O encanto real (Utopias me acompanham)



Miro viu ao longe a cidade sem muros

As torres são coloridos chapéus

Por aqui aqui nascem os germes,

Estamos seguros, haverá um futuro

Quando restar apenas a terra e o céu

O embrião intocado, novamente se desenvolve e cresce!



Tudo que é bom merece um rito

(Para ficar gravado) Reza a lenda

...Enquanto houver lembrança, existirá o mito

Não existe passado que ultrapasse por essa fenda !



Chegamos festeja o cortejo!

Do estranho sem ser convidado

Se aprende quem é através de seus desejos

Miro soube ser amigo, soube ser amado!






(Lourisvaldo Lopes da Silva)

 

Miro no Reino Fungi (Prt:7)






Chegamos, o suspiro brando é euforia.
Em um lugar q'inexiste
Motivos para quê se esforce por alegria...
E aonde se desconhece olhares tristes

O lugar é simples, e singelo
Como o ouro descansado
Cujo sangue é alaranjado
Em seu dono abdicado

 (Até mesmo o ouro de tolo é belo)



Por aqui os boatos são sapos

E as lendas são rãs

Os inventores são incautos

observadores de afãs 



A primeira impressão de Fungi é essa:



Macroscópica e fabulosa

Fragmentações multiplicadas

Os cênicos d'vidos em cirandas de rodas

E os cerebelos equilibram as tomadas



O seus bobos não tem corte

E os seu sábios não são fortes

Teu rei mora em um cogumelo

e todos os seus súditos são castelos



As cores surreais prevalecem

As vergônteias  exuberam

 A menor da mais pura beleza não se esquece

Em Fungi apenas os menores prosperam



Miro nada tinha

Mas em tudo há um bem comum

O sonho pronto, nasce

em qualquer lugar

No mundo, no além, e até mesmo em nenhum



Fungi poderia ser nenhum

Mas a ciência realista (é pura magia)

Fungi tem seus portões,

e muito pouco conhecemos dessa fantasia.




(Lourisvaldo Lopes da Silva)


Miro no reino Fungi (Prt:8)



As menores coisas (da vida) falam...



À olho nu mora o impossível

Pouco se entende d'tudo o que se vê


(imaginar) é algo espantosamente incrível 

E prazerosamente afável é o descrever 


 Já ouvistes o que dizem os inaudíveis?

Quando não se quer, não se observa


Parar para ouvir e  para entender,  (É uma arte indescritível)


"A maior grandeza d'um homem está no conhecimento que observa!"



E o segredo da grandeza

está na fraqueza...


A si mesmo se conhecer     

vale muito mais que aos outros vencer.



Quem se levanta do barro

e depois maltrata a mãe terra!

"É filho naturalmente ingrato

nasceu homem, mas se converteu na pior das feras"



Caminhas solicito pelo solo que te atormentas

O céu estimula um vazio astronáutico  Da  taça das piores frustrações uma raça  experimenta

o sabor de se tornarem todos, lunáticos...



Quem se revolve no pó e nas cinzas morre aos poucos

Como também é aos poucos que somos formados

O anseio comum entre um sábio é um louco 

 viverem suas utopias sem serem  incomodados!



O luxo cega a pobre alma

A soberba suntuosa envaidece o corpo

Analfabetos enriquecerem milhões de paginas 

o amor é inspirador é tem ímpeto por renovos.


Existe sim  No que não se quer compreender Um inicio e um fim É uma meia eternidade para se aprender
 


...






(Lourisvaldo Lopes da Silva)

 

Miro no Reino Fungi (Prt:9)



Miro escuta Atento


 

Atento (O mentor) de todo aprendizado

Interpreta de todas as ações os motivos!

"Quem se assenta para aprender faça silencio"

(Por menor que seja o saber (que seja venerado)  

 A sabedoria enfrenta nações, e desafia destinos

 quem vai na frente, surpreende o tempo...

 

Miro escuta Atento

Como o atalhar pelas entrelinhas

Entre as palavras preditas 

 que repousam serenas ao relento...

Açucarando os frutos das vinhas

a raiz da vide, alma regurgita.

 

O sangue que arde também vinga

O desejo do morto é não morrer

E do que sonha é jamais acordar

E do que vive (é mais vida)

Das lembranças feridas, reclama o esquecer

E as realizações correm para se realizar...

 

Miro fecha os olhos para sentir o adeus

No mesmo momento pondera...

Entre aquilo que quer e aquilo que não quer

Todo homem recorre a Deus

(Se existe um paraíso)...

"Devo eu me acomodar a essa quimera?"

A luta pela vida, prospera mediante a fé!

 

Atenta-te para cada momento

O prazer define a escolha!

E o gozo explícita a alma

E o mais confortável solo não tem firmamentos

À grandeza é tão bela, mesmo sem folhas

e nem toda utopia alastrou em paginas 

   

Atento diz a Miro:

Ninguém decide o alheio

E a convicta resposta decide a si mesmo

 A paz, a felicidade e o amor

não moram entre os receios!

O que o homem sabe que quer

decida-o ligeiro!



Não há moradas entre as fumaças

Nem um céu se curvaria ao que não crer

Muito rápido Miro as coisas passam

E não vê-las passando, "é não viver"



...




(Lourisvaldo Lopes da Silva)



Miro no Reino Fungi (Prt:10)



Miro deseja ficar








Nem tudo que se deseja cumpre

Nem tudo o que se busca encontra

Mas a satisfação pode surgir antes do tudo



E pode se descobrir novos alvos 

Há meio caminho!



Pra sempre? "Não existe!"

O agora é [ser] Ser de -evolução...

Como todo novo amanhecer é desconhecido

A presença das lágrimas não define o triste

E nem todo silencio é solidão

Floresce à videira grata, mesmo sem sorrisos.



Miro não sabia s'tava morto ou apenas dormindo

 Quando se vê tudo a sua volta, existe consciência 

Escutar é faculdade do querer ...(Ouvir)

  Compreensão, é a ausência do limbo 

Acercada d'mistérios ...(a)Nossa existência 

Bom é; "Ao homem jamais desistir!"



Miro se exalta em seu ardor

Em Fungi não tem casas 

Os tetos não resistem a beleza da flor

E quem não voa finge ter asas



Nos altos campanários anjos deliram 

O som do amor imenso é enlevado 

Nas decisões da alma efervescente 

Os regozijos se revezam e se realizam

O benemérito é essência do homem ousado

E as escolhas do coração nunca mentem



"Desejo ficar!" É o que eu quero...

Aonde repousa o principio 

Nasce a esperança

Nunca houve tão escuro que barrasse o luar

Miro acreditava em reinicio 

Como no engatinhar de uma criança



Há regência suprema nas cinzas

Mestria, flores e frutos a primavera

 A vida e a morte moram nas mãos de Deus

Cujas ordens foram; "Vida comece! E vida! Jamais termine!"

Poesias d'cores e doces frutos a tornam mais bela

Pode sim dizer aos quatro ventos Miro

"Ninguém d'ste mundo deveras Morreu !!!"

     







(Lourisvaldo Lopes da Silva)


Miro no Reino Fungi (Prt:11)

"As leis supremas de Fungi"

Sem limites emana
O fogo livre
Ao encontrar as chamas
Se rende as cinzas

Soberana à instiga
perene, busca!
"A nação de Fungi
Proclama;"

-A vida suprema
-A morte invicta
 -Os dias observados
-As noites efêmeras
-Os sonhos suscito's
-E, o tempo respeitado 

-Sabia a loucura lúcida
-Tolo o mestre insensato
-Banido o desatento
-Ao aprendiz o recomeço
-E, ao anseio mais vida
-Para cada lógica, confirme-se o fato
-Cumpra-se o desconhecido alento
 -Aonde bate o coração, moram os apreços

 "A ordem suprema a ser executada;"

-O preparo q'determina o momento
-À luz que alimenta a vida
-O amor quando verdadeiro
-O julgo e a redenção dos sentimentos
-O desejo superior que fustiga
-O ardor que suscita o herdeiro

...

Enquanto Miro ouvia o decreto
Suavemente Fungi se escurecia
Relampeja o horizonte
Sente então que seu momento está perto.
Nasce um novo homem, após viver uma poesia
O sol se abre é o olhar escala os montes.


Miro no Reino Fungi (Prt;12)


Adeus Amena...


Não querer acordar
(é culpa dos sonhos bons)
O que ultrapassa o olhar
Dita régia a escolha do tom

Soube Amar? Na solidão...
Da alma, encontraste o paraíso
A serena sintonia, rima a canção
Adeus? Nunca fostes tão preciso!

Amena, "onde estou?"
-O palco en'cena desolado!
Apenas o enredo e o ator
Seguem casados...

Antes que, se descubra
O homem ama!
No reino das gigantes saúvas
Um corpo encontrado, quase sem vida
coberto por gramas.

Na ausência, o homem ama
A alma reage a angustia
Na inércia do ardor o homem sonha
Mesmo morto não há morte
Juras proféticas do amor.

A esperança é como a aranha tecelã
Toda vez que um homem estiver aflito
Verá brilhar nas trevas, o sol da manhã
O coração Miro" D'todos", é como se fosse um labirinto

Não há fuga, paradigmas
 Os anseios iguais...
Para que conheçam de si mesmos os enigmas
Receios que ferem os imortais

Amena, "A paz de teu amor
Me deste a eternidade"
Adeus, é a saudade, que fica
Eterna é a lembrança
q'vence a distancia
Em seu calor...

O céu em Fungi, se escurece
Como o sonho antes do fim
Nos braços de quem ama
O pranto derrama a dor
"A morte não pode leva-lo de mim!"

No reino dos homens
Está a sua realidade
Plateia de todo um céu
Assentados admiram
o mesmo horizonte...
Dentro d'cada limite uma saudade...

Amena, quase não há vejo mas....


Miro no reino Fungi (Prt;13)



Miro, é devolvido!

-Suspira quase imperceptível
As difusas imagens se aglomeram!

Depois de alguns anos em Fungi
Houve apenas [alguns] dias por aqui
 Milagres não são, impossíveis
Não há viúva de Miro na terra
Nem existirá também no porvir

Lágrimas são sutis ao passar
Por teus lábios e se perdem
Mediante o brilho deste sorriso
Miro viu naquela dor o amor
Infinita tristeza tem a beleza do mar
E a bravura dos rios que o perseguem

-"Sincroniza o destino, o momento preciso
Miro no colo de sua esposa acordou"...   

 Quando viu a grandeza singela
Capaz de reconstitui as cinzas
Devolver aos campos as flores
Transformar o outrora deserto em primavera
"Descobre Miro, existe muito nas menores coisas da vida"
 A beleza excelsa da mão que une as cores
É, a esperança no olhar de quem nos espera

    
 Miro no Reino Fungi (Prt;14)

 As lágrimas de um renascido!

Por traz de todo o medo
Se protege
Do ser, cada segredo!

Estes se medem,
Pela sua solicitude 
Antes que se encerrem
As cortinas do palco
Pede-se satisfação, para completar a virtude...

No fim do show à vidas incompletas
Existem anseios por fazer
Parte da vida, insiste deserta
Quando às margens estarrecidas
A alma recusa, se render 

Quem conheceu a profundeza
Da intimidade de seu temores
Se batizou nas aguas geladas
Aonde as faltas suscitam as incertezas
Os medos dessa vida, são admirados 
Como a beleza das flores.

Ver a morte, é despedir-se arrastado
Em um segundo do tempo
Mora o ultimo desejo!
"Queremos partir, mas nuca sermos arrancados!"
No véu das santas freiras se agarram os alentos
O homem que renasce, abre mão de teus segredos

Abraçar, novamente
Repetir mas uma vez, as tentativas
Sorrisos à beira de um desmaio
Poder brilhar no olho alegremente
O sol de cada amanhecer, em vida
Amar, sofrer, renascer e recomeçar
O prazer q'se descobre após vencer cada falha

Lembranças da família, dos amigos
Lembranças de seu amor
Encontro consigo mesmo
Quando a pulsação responde lenta
Se comemora, "Está vivo!"
Na gélida entrada da eternidade
O retorno ao corpo se entrega ao calor
As lágrimas gratas, abundantes se desfazem do desespero
 Tudo que temos daremos;
"Para ressuscitarmos noss'alma inda sedenta"

No vale da morte os bravos prometem
Os corajosos fogem
Os covardes se esquecem
E, os solícitos não dormem

O fim não é o fim
A morte não é voraz
Quando rios da vida brotam
O alvo é mesmo marfim
O acerto da escolha, torna eficaz
A coragem da vida em sua volta

Miro, volta da suspensão dos sentidos
 A motricidade paralisa a sensação
No coma do corpo, semi-morto
Apatias corrobaram conluios
 Mas, suprema é a corte do ultimo juízo
E por vida vive, a maior de todas as ambições
 
 Por ela se chora 
Se procura a saída
Por ela se volta;
"VIDA!"


...

(Lourisvaldo Lopes da Silva)
 

Miro no Reino Fungi (Prt;15)


O reino dos mortais




A vida tem suas divisas
E, seus marcos
Por maior que seja o limite
Este será o nosso ponto fraco

Ah, eternidade quem é,
Que gosta de surpresas?   
 Por maior que seja a fé
Nunca se desfaz d'algumas incertezas

Se não fossem os temores
Não haveria instinto nos receios
Ai de nós sem as pequenas dores
 E, sem o equilíbrio que sustenta o meio
  



Não entendo algumas dezenas de coisas;
-Morte e eternidade?

  -A frágil asa da ave que voa!
-A mentira imaginaria q'inspira a verdade!
-À presença, e a ausência
no silencio de Deus.

Este meu Reino Surreal
Tem uma evolução q'me critica 
Não aceita desafio o mortal
Na eternidade de sua curta vida

Nossos Reis e irmãos
Nossas famílias
Nossos amigos
Um pequeno coração
Milhões de guerrilhas
O perdão e o castigo

Mortais, todos hão de ser
Por aqui
O que há no além? Um reino surpreso
Desafia e não há nada que possa nos garantir
Apenas o instinto q'se prepara para morrer

Duas principais coisas que não entendo;
A vida sem saída
E, a magia das coisas que não compreendo!
 
 Isso me faz sentir mais vivo e mortal
 Complexo, tentar compreender que não termino
Isso inspira uma historia sem final 

Assim me evoluo 
Dando continuação
como se tudo fosse um conto... 
Decreto;

Miro no Reino Fungi (Prt;16)

"Eterno seja Miro!"




Estrelas e cogumelos distantes
Rochas com asas
Trevas de um azul escuro muito brilhante
Tenha o tempo também uma casa

 E todas elas sejam belas
Sejam castelos
Sejam quimeras 
Que o sol nasça duas vezes por dia
Em cada qual sempre mais belo
E a lua aqueça o deserto a noite
Que reine a inspiração e ao seu lado a poesia

     Sejam todos um pouco louco
Um pouco de tudo 
Uns para os outros
Incontestáveis absurdos

Fungi Declara Miro
Humano de mente soberana
Eterno seja no céu
E, esteja acima do inferno
O coração que no fim, o amor reclama
"Eternidade, este é Miro!"
Miro eis a sua frente a Eternidade...
Assim decreta o rei e assim proclama;
Intensidade e eternidade
para sempre. 
    (Lourisvaldo Lopes da Silva)


Miro no Reino Fungi

FIM

Epílogo 


Miro no Reino Fungi, é um conto baseado em uma
EQM (experiência de quase morte)
De um homem que havia desaparecido, e depois de 2 dias 
foi encontrado, em uma mata, por pescadores.
Um deles o conhecia, e comunicou a sua família
que ele estava morto.
Sua esposa, entra em desespero, e corre até aonde está o corpo,
e o abraça muito, se lamenta e chora desconsolada.
Antes que o resgate chegasse, ele desperta, 
como um corpo quase sem fôlego
que consegue chegar a superfície.
Eu já o interpreto como um recém nascido
gerado dentro de si mesmo, em busca de um recomeço.
Todas as visões de seu arrebatamento de sentidos
o fez se conhecer melhor, conhecendo seus mais fortes sentimentos.
Redescobriu os verdadeiros valores da vida,
e conseguiu voltar, e foi recebido nos braços da mulher que amava.
 
Contando essas e tantas outras coisas que vivenciara 
no reino Fungi.
 
 
Obg a vc que leu
 
 
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