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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

"Uma carta por um prato de comida"

 


Um famoso escritor, alcançou muita prosperidade,
e julgava ser muito mais do que suficiente!
Conquistado com muito amor ao quê ele fazia tudo que ele sabia "escrevia!"
Depois de haver prosperado no caminho das gentes
Encontrou com um enfado pesado, que lhe afugentará a paz!

Considerava que sua maior riqueza não estava na prata ou no ouro
Mas esta se encontrava dentro do seu coração e, na sua escrita!
Nas pequenas coisas pouco notadas e desprezadas extraiu os seu tesouros
Mas, havia um lamurio de dúvidas entre os esboços (que insatisfeitos cochicham)

Uma pergunta sem respostas pairava...
"Existe tais pequenas coisas entre os sentimentos ou apenas eu as vejo?"
Para o meio do povo a duvida apontava
Um desafio para um valente a frente de seus próprios  medos!

Em segredo (indagações sem buscar soluções) Jamais!
"Lançou um desafio!"
...Quando o homem vence a si mesmo encontra a paz!
Ainda que todo o mundo seja um lugar sombrio!

Reuniu a metade dos seus bens em espécie...
E dividida riqueza, a estipulou por premio
Excêntrico e estimulado!
Se misturaria ao povo, disfarçado
de indigente, e viveria como um ninguém!

E assim o fez
Escolheu a mais movimentada praça!
"Quem tem certeza desconhece o talvez!"
Se tem Amor existe suficiente graça!

Com uma carta que continha dentro uma mensagem e uma procuração...   
(Muitas vezes escrevemos fantasias e invencionices)
...Outras vezes para sermos completados devemos dar vida as nossas loucuras!
Quando se é livre de avareza, existe liberdade no coração!
"Ainda que contem a tua história e ninguém acredite"...
Basta apenas tu mesmo se encontrar que já venceu a sua procura!

A carta estava suja e amarrotada
Mas existe beleza?
"Sim até mesmo em um mendigo!"
Muito poucos são os que notam estão apressados em sua jornada!
E perdem a maior parte dos verdadeiros tesouros , quê parecem estar escondidos!

No meio do vai e vem da multidão atarefada
Um mendigo desfalecido anuncia:
"Uma carta por um prato de comida!"
Mas o fato de querer barganhar soava como ironia...

Muitos até paravam
E perguntavam...


Por quê tu não procuras um trabalho?
Alguma coisa para fazer?


E ele sempre respondia:
Estou fazendo, escrevo cartas!
Romances ficções e poesias...
O quê mais poderia querer?


"O mundo em si mais exige do quê oferece!"
Se estais no fundo e muito pouco tens...
Não importa o teu conteúdo poucos o reconhecem!
(Ainda bem) Quê Deus criou o alguém...


Por mais longa que sejas a tua espera...
Sempre colherás as flores nas estações de primavera!



Um esmero escritor sabe bem discernir olhares...
"Quem esse mendigo pensa que é?"
Pares e pares de olhares (julgamento aos milhares)
"Insolente esta carta suja não vale um mísero sequer!"



Até quê, Houve alguns oferecendo ajuda,
mas rejeitavam a tal correspondência!
"Se você quiser saber o resultado final de sua luta?( Então Não Fuja) 
O segredo de um puro sentimento está na indulgencia!



O dia já ia, bem adiantado...
O sol sorria, exageros de quente!
Onde há fugaz desejo, não há sonhador cansado!
Quando lhe faltar inspiração (Se-reinvente)


Bendito seja Deus que inventou o alguém apareceu
"Moço eu compro pelo prato de comida
o que você escreveu!"

A melhor coisa da vida e ser um alguém
que não necessite ouvir de ninguém
Para priorizar a vida!
Que acompanhada de gestos muito simples
Se torna cada dia  mais bonita! 


Este bom moço deu mais que um prato de comida
Deu respeito, consideração isso é valorizar!
Ainda existe muita beleza por ai nessa terra!
Ainda a muita esperança nos campos de guerra...
Ainda somos capazes de amar!


Aquele homem de posse da carta
Disse: " Vou guarda-la como está, lacrada!"
É um habito que tenho pelos sentimentos
Ao olha-la sempre me lembrara (do mendigo escritor na calçada)
Quê muito pouco dele, conheci por falta de tempo!



"Não existe sabedoria ou conhecimento suficiente"
Por dentro do mendigo  refletia o escritor...
As maiores riquezas no mundo ainda podem ser encontradas no coração de gentes!
(Poucos veem Poucos acreditam...mas...ainda...existe...Amor)



O mendigo saciado de sua fome
Muito feliz o agradeceu!
Um ultimo pedido fez aquele homem...
"Consentindo este prometeu"



Que sua vontade faria
Quando estivesse triste ou em dificuldades
Abriria a carta do mendigo escritor de poesias!
"Aqui só me enxergas em parte ai dentro está minha outra metade!"


Todas as coisas simples e bonitas dessa vida são provocadas insistentemente!
Algumas delas são:

"A bela mulher que escolheu não ser tocada"

"O homem de firme propósito para o desviarem de sua estrada"

"A lua cheia no céu"
(Para inspirar inúmeros poemas de cordel)

" E o homem de bom coração"
"A vida quer saber!"  
Existe Amor?
"Sim ou não?"



O mesmo sol que brilha pra todos
Faz alusão, "As mesmas aflições"...
Todos estamos sujeitos Todos!



Passado um bom tempo
Aquele moço que comprara a correspondência do mendigo
Viu assoprar sobre tua vida fortes ventos
" E quando estamos muito tristes nos sentimos sem abrigo"
(E para agravar, não passa tão rápido esses momentos)



"Nunca haverá crise tão forte ou momentos tão ruins"
Capaz de saquear as verdadeiras riquezas, guardadas dentro dos nossos corações...
Nem as pedras no caminho, nem as quedas sobre os espinhos!
(Hora de cumprir os votos e promessas que estão faltando)



Procurou entre os seus guardados
A carta que tinha o valor de um prato de comida!
Se lembrar que sempre há alguém pior (sempre tem) nos consolado!
Mas, as riquezas desprezadas podem te trazer as maiores surpresas da vida!


Ali dentro do envelope havia duas folhas escritas
A primeira trazia uma declaração poética :


Carta desprezada...


Quem há de me abrir?
Será merecedor de me ler...
Quando não tive motivos para sorrir
Comecei a escrever:


Se não existir amor
Também não existirei!
Se não encontrar tal leitor...
Eu desistirei!


 Se comprastes esta carta por um prato de comida
Certamente já és rico de outrora e trazes contigo esperança
Se semelhante a mim, encontrou enfado em tua vida!
"Em mim não há mais", mais em ti pode estar acontecendo agora!



Fiz um desafio
Uma experiência...
Pensava estar vazio
que o amor precisava ser provado por tal ciência!
(E que todo o mundo e um lugar sombrio)


 Das coisas pouco notadas da vida sempre escrevi  
E estas me trouxeram em excesso, recompensas
Por tais motivos como um mendigo me viu ali!
Um louco dando vida a sua própria ciência!


"Parabéns pelo teu nobre gesto!"   
Aguardo ansioso tua visita...



"Na segunda estava a procuração
E a localização do suposto mendigo escritor"...

(Se eu for perguntado) "Foi verdade ou apenas Ficção?"
Só vou responder "Foi Amor"...


Fim...


"Uma carta por um prato de comida"


Autor:


Lourisvaldo Lopes da Silva.
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