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domingo, 17 de janeiro de 2016

A Rainha das mandrágoras


Felicitava o palmilhado das encostas
Margeando o lagar das gratas vides
O nascer fluvial cristalino
atracava qualquer um, desatino....
E,se lequeava aonde a terra estendia as mãos
Plainado descansar de suas guerras

Lugar de lendas pairadas e sombreados temores
A rainha das mandrágoras...
apenas se revestia no útero sagrado da terra, de ser humano
Para amarelar a solidão das cores, suas mãos folheadas
de poderes e deveres (duvidosos),
Passear neste chão é pisar em teu seio
Mas não tenhas receio...

Pois ela está  ali aromatizando despautérias
e servindo maçãs polposas e amarelas...
E ainda assim não foi fada, nem bruxa, sábia, médica ou feiticeira
E tampouco perenizaram-lhe de remédio
Foi o tédio gritado de quem a arrancou
E desconhecidos os seus horrores
A levou...

...As sagradas escrituras
-as fábulas bem contadas
-alucinógenas aventuras
Se parece com o filho do homem,
-além do nada...
E quem anda por aqui ainda  a-si consomem...

Teus pés contorcidos e ressecados brigam no túmulo
Desejos incontáveis são os dias para a sua existência
"Me fez recordar  (Isaías 53vs2) 
Eu vi ele  surgir como raiz de uma terra seca...
Não tinha parecer nem formosura"...
(mas é a nossa imagem e semelhança)
Ou não será nosso o sepulcro
Essa mesma terra nossa ultima herança!

Aqui se planta aqui se colhe
"Tape seus ouvidos apenas olhe"
-a histeria da natureza pode matar uma raça
-e a bondade extraída de uma realeza
"Traz cura em uma taça"

-Somos todos raízes
-Alegres ou infelizes
-Somos todos raízes

Aonde há solicitude?
há maior cura-
há maior virtude-
sobrevivendo aos taludes
desta vide!

Mandrágoras, papoulas
flores e primavera
E todas as demais lendas vindouras
Temos muito mais a aprender em quimera
a irmã lucida das tolas!
Quê a muitos desespera...

Serve pão quê vive...
-A uma historia quê dorme-
Frutos amarelos desta vide
Para as fantasias disformes

"Ah rainha" das mandrágoras
estas encravada em uma rocha pura
de solos férteis, é só Artur's podem empunha-la
E a sabedoria quê todos procuravam
A este solo escava, alguns bem poucos
Apenas (destemidos é loucos)
Se aventuraram!


Creio que tua beleza se compare a poesia
(oculta) disforme (despercebida)
Em pé de igualdade na fantasia
As mandrágoras imitam a vida!
Quê grita por mais dias...


A Rainha das mandrágoras...



Autor:


Lourisvaldo Lopes da Silva



lorisvaldolopes.blogspot.com.br
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