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sábado, 9 de janeiro de 2016

Lençol de seda...


Ela se  encolhe contraída,
para se aproximar deste amor distante
Nem em tudo, culpa a vida
  o desejo e a distancia, 
nos condenam a amantes


Fez de suas mãos as minhas
e perfeitamente me desenhou
Como se (eu) estivesse lá, 
não se sentiu sozinha
Debaixo deste lençol
me alcançou


E pediu aos seus sonhos, 
quê viessem ao meu encontro
E no meio da noite, fui acordado
(perdi o sono)
Não estava sozinho
seu amor estava ao meu lado


Fiz das minhas mãos as suas,
eu mesmo a me abraçar
A sonha-la  nua
fui te encontrar


Aonde os segredos aproximam os amantes
Um lençol de seda a cobria
Era a nossa sentença (mais aconchegante)
Se conhecer primeiro neste mundo de fantasias


Estavas me aguardando,
Tuas próprias mãos a acariciavam,
mas com os desejos meus
E minhas mãos, representavam os carinhos dela

Pôr debaixo deste lençol...


Fomos ousados a nos entregar
a saudade e a vontade
Não souberam esperar
mesmo só, sabemos  (não e tarde)


Temos um imaginário inteiro
Para realizar
Sem o calor o gosto ou cheiro,
sem a mão para tocar...


Lençol de seda e prisão
" É paraíso!"
 "É solidão!"
(É incentivo)


Se entrega não tem forças para reagir,
A pele ouriçada a faz calar...
Porquê... Eu....Não estou ai...
Para poder te abraçar...


Lençol de seda...
Se fazendo passar pôr nós...
Boca quê a si mesmo beija
confessa (ainda estamos sós).


Lençol de seda...



Lourisvaldo Lopes da Silva


lorisvaldolopes.blogspot.com.br
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