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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Sobrevivendo aos poucos...




Rasga-te por abraços vendidos,
a luz que brilha, aspira sorverdente ao teu brilho...
O teu galarde lacune escondido,
e de teus gáudios  arraste estribilhos!

Se já não te acodes ao:
 Vencer, Dor e Amar,
desbanca-te dessa ironia, em um gole de trapaça,
cristais de pouco brilho,
constituem essa taça!

Tomem pra si aos milhares, um pedaço deste erme,
feres esse tosco que engatinha entre os cazumbeus!
Dispendera-te deste sabujador, que de nada te serves,
espalha-o pelo barro seco,
para as poucas o teu renegues.

Sensatez,(a insana) talvez se apiede...
E a uma carne, nuda e quente se apegue,
pois deturparstes-me alegrado, ao som do desespere!

Entre os micros gigantes, que rejeitas o olhar,
pastia-te para o fartar de tua fome!
Assim o levaram, a ti,  aDeus,
os minúsculos de roubados são assim !

Dai-lhes mais um pedaço desta carne vermelha,
e diante do sangue jogado fora se ajoelha,
Foi por teu pavor, que pisotearam o teu lucro
volumoso, (o teu amor) que a ninguém serventeia de invólucro !

Ciscas o pó desnotável das aves,
para recolher as tuas próprias sobras!
E destas mesquinhas, de mesas desprezas
te enriqueças e sem acúmulos esnobas...

 O que de ti já vive em outros ossos alheios,
serão fósseis para alimentar a migratória da terra!
(Sabes o covarde por fragilidade?),
Se espolia nas covas das guerras!

Vivas muito (com muito pouco),
e comas pouco o pouco que tem,
são migalhas, que consultam navalhas,
para te abaixar, (recordas-te bem)
que o homem que parte para o além
"Nada tem!"

Segure firme, esse teu medo a espreitar
jazidas, e  só tragas contigo
o suficiente para uma vida!  

 Sobrevivendo aos poucos...


Autor:


lorisvaldolopes.blogspot.com.br
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