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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Sapiência das percas...



Quem e que parte ao domínio total?
Há tanto assim quê de ti sobejas
Para quais percas,   existe dor fatal?
Ocultas em silêncio, a está entrega...

Perdido foi, o imposto
para grandes lacunas, maiores ecos!

Ela não veio beijar o teu rosto,
deste teu gosto, de tudo querer
Cujo teu pequeno brilho, zomba o inverso
quantas vezes, (vivente ainda) foste dado por morto?

Se perdes partes de ti, qualquer achado é afronta
Entre os perdidos, se oculta as loucuras
a que é tua, a ti apenas aponta
A confusão desta alheidade
Fomenta, a tua procura!

A mulher quê ti ama se chama saudade
A meretriz quê  ti consola, se chama perdida
O quê tanto te faz falta
Chama-te de  vida
Que lhe advenha mais saudade...
De sua amada que foi perdida...
de tua banida tenha a alma assaltada!

Prenda-lhe a este não teu
E guarda-o
Talvez inda em vida não lho esqueceu
e alcance teu favor

Um valor perdido
Um bom achado
Parece escondido
O não encontrado

Entre os achados é perdidos muito mais de mim encontrei!
O que desfiz por desamor, fingi não ver!
Não voltei....Para buscar você!

Pequeno pedaço de um todo meu
maior parte, não reclamada!
Um foi o que encontrou ( Outro foi o que esqueceu)
Se não estiver embainhada não confie no fio desta espada...

 Ao encontrado bem traído
 não foi, ser, a todos anunciados
 Emudece retraído
o pior perdido, jaz em seu calado!

Fui reconhecido entre barganhas
me perdendo de vista!
Protege bem ao longe suas entranhas
nestas percas,recusas  a regurgita...

Sapiência de minha parte perdida
Elo guardado do ser indolente
o que me falta entre chagas é feridas
Vazio mórbido curador,
 das percas ausentes! 


Autor:


Lourisvaldo Lopes da Silva
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