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terça-feira, 9 de agosto de 2016

Miro no reino Fungi



"Miro morreu!"  
-Pranteia a viúva-
(Desconsolada sem amor)
 Um acaso na vida brinca, de Deus
na pequena terra, das gigantes saúvas.
Não existe dor...

Acorda Miro apavorado
"Aonde estou?" 
(Que lugar engraçado)

Ao longe o observa Quitina,
 menina assustada, que rápido se esconde...

Uma luz na janela sem cortina
(a entrega) 
Mas mesmo assim não responde.
-Num silêncio sem trégua

 ...Um Déjà vu acorda a lembrança!
 E Miro pensa muito -estou dormindo]
 (?)
(Lugar aonde as arvores tem chapéus
sapinhos observadores, são as crianças)
E em algum local secreto (eles) esconderam, muito bem o céu.
(?)

Segue Miro sorrindo
(pensa estar sonhando)
!!!
...Um adulto quando sonha
é igual, a uma criança brincando.

É dono de tudo!
!!!

 Segue a luz esverdeada
que salta das arandelas...
Miro... [pequeno Miro-
(Não sabe quase nada) 

Até que no cruzamento de uma trilha
conhece Éon
Longa
 barba branca
a se perder no nada.

Orelhas-de-pau 
Dependuradas
  Éon sabe D'tudo!!!
D'Tudo nasceu do nada
-Há  alguns milhões
Absurdos!


Aonde estou?


...

Continua 

Miro no reino  Fungi (Prt 2)

Hifa e Micélio pelo caminho

Link para a parte dois deste conto

http://lorisvaldolopes.blogspot.com.br/2016/08/miro-no-reino-fungi-prt-2.html


(Lourisvaldo Lopes da Silva)






segunda-feira, 8 de agosto de 2016

.."Horizonte memorável"



Tantos momentos se passaram
que a saudade se viu dividida.
Não existe tanto tempo assim
que as lembranças se calaram.
E o tempo gera-me mais vida,
"como se perderam dentro de mim?"

Sabe-se que tudo se repete,
de iguais formas, novas e diferentes.
Mas o que é recordar?
A independente livre, q'não se esquece
um rio sem mar que circula a gente...
Ela se foi, mas a qualquer hora
(ela pode voltar)
Pode ser até mesmo agora...

Lembrar d'um sorriso forte
(e sorrir de novo)

Recordar uma lágrima
(e chorar sem querer)

Tentar adivinhar e se perder
em meio as duvidas!

Tomara que tenhas tido sorte
(e que o mesmo sorriso ainda exista em teu rosto)

Te recordo com uma nova página
(e d'meus olhos brotam lágrimas)

Quase te perdi na distancia ocupada,
aqui mesmo, dentro de mim.
Sobejava-me o tempo abundante
(em uma vida tumultuada)
...Todo o passado recebe um fim.
Ao longe oiço-te distante...

Não posso te perder 
...neste mundo vasto
Sinto falta de você
E do seu abraço

Devo- me perdoar 
Por uma multidão de palavras
Pensava-eu que isso era amar
Mas amor (Meu amor) "Seu amor o nosso Amor"
Só é verdadeiro quando volta pra casa...
 
Hoje eu voltei para ti,
nas lembranças...
 Tuas pegadas vejo ainda fresca
não foi vã tua passagem por mim
Moras em meu coração
em um lugar seguro
para q'não se perca!



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

domingo, 7 de agosto de 2016

Chegando na lua avistei



Olhar vago procura por ela
Que tanto tens que nega-me outro tanto
Sabes-me a vontade in'saciar,
Moras em um canto mas foge as janelas
A'corda frouxa tênue, chegando ao mar

Se existe outra lua? Me disseram que sim
Uma para ela E outra para mim!

Mas ambas as luas foram usurpadas
(foram os astronautas testemunhas disso)  
Quando se pisa lá se deseja a terra!
Conheci um homem (lunático de estrada) 
Me disse que na distancia está o equilíbrio
 e a cor azul é muito, "Mas muito mais bela!"
Vista lá de cima...

No meu Brasil maior é o verde
Que tomba silencioso.
E as estrelas na negra parede
são inúmeras como a esperança do meu povo. 

Cada estrela que cai se escurece
Maior brilho, suas entranhas nos mostram
Filhos de Cristo em solo brasileiro
 Se chegarmos a lua o mundo em nós se engrandece
Contrasta com o azul as virgens filhas nossas
Jorge volta da lua, com ímpeto brador  guerreiro.

Aqui bem perto as emas descansam
Entre as cinzas depois do fogaréu 
Os grãos é o suco da cana dividem os nossos pastos
Sonho com a lua, enquanto as chamas avançam
Para amar meu Brasil, lúdica lua me servira mormaços e léus
O universo si perde em teu resplendor,
em meu solo fértil ruge o aço
Em resposta ao lenhador!    

Maria, José, Messias, João, Pedro, Antônio
Perduraram no mudo passado
E se viram pósterando em diversas guerras
A grandeza do nome renova a cultura
Epônimos, Topônimos E Jerônimos
 Nossas mulheres Transcendem a primavera
A grandeza meu Brasil, é vista das maiores alturas. 

A índia bonita cresceu nas matas
Miscigenada aos homens brancos.
Um pouquinho de tudo veio florescer aqui
Solo umedecido aurora entre fumaças
Lua minha me acolhe em teus cantos
Qual lobo no espaço meu uivo há de se ouvir

"Lua tu és mais bonita vista d'lá"


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Intrépido mortal

Meu Senhor quando foi que morri?
Frio aterrador q'me chegas aos ossos
...não mô] -devias ser assim após aurora
A vaziez da noite passou...e "Eis me aqui!"  
Qual arco encurvado a caminhar entre mortos
Nestes vales desertos q'sugaram-na -minha flora!

Feliz foi o graveto pisado
fez bulício fugir gritando!
 "Revolveu sonhos d'sesperados"
na madrugada meiga d'ste abandono

O soldado secou sozinho
estava ferido no campo.
Sentiu liberdade no terror da morte!
Quando ao longe viu fugir ...carinho
A paz rasga a muralha do pranto
e no fim são mesmo os ossos, os mais fortes.

...Tempo de tempos carregando um corpo
que se alimentava d'uma alma.
No suplício frenético do desespero 
Pra que servirá mesmo estes ossos?
Quando a ciência ultrapassar a alva
  e no exílio secreto se esvair os cheiros

"A joia pura dos homens foi lapidada!"
Conheces tu a morte severa q'inda não existe?
Cujo manto sombrio desconhece a carne
caminha entre, vivos, monturos e adagas.
Teus ossos 'indas fortes para levar-te mesmo triste
não é hoje que ouviu-me partir na saudade

O cálice da loucura enlutece
quando a estigma se cansa.
Cinge-te no frio e no silencio 
e na paz de um adeus te apeteces...
 Vida caminha solícita por essa dança
ossos nos levam ao altar, não estás vendo?

Que as feridas são fendas!
Pensas muito e se esvai...
"Meu Deus é o fim"
Posso caminhar por essa senda
sem olhar para traz...
Q'meus ossos gritam por mim

Não fui eu, a tênebra ausente
nem ouvi as vozes d'álem...
Meu Cristo se preparou no deserto
"contentas-te tu em saber" -(q'tens apenas sementes?)
Que flores darei-eu a ti meu bem 
quando me vires no ocaso mudo
Verás tu os meus braços abertos.
O esqueleto q'herda as raízes deste mundo...

Minha lápide viva
Se põe como o sol da manhã.
Retornando ao passado
Relembrando os dias vividos
que me assistem em um divã
nest'enfado caminhado, "passo/eu/passo"
   




(Lourisvaldo Lopes da Silva)

sábado, 6 de agosto de 2016

O erro foi meu


Ela pedia-me momentos d'carinhos
E apenas me deleitava em seu corpo.
Pedia-me que a ouvisse
e meus olhos se desviavam mudos.
Dois corpos vazios, sozinhos
Q'amor é este que não ultrapassa o rosto?
Que não mergulha em olhares tristes?
Cujos corações não se encontraram quando juntos

Ela me pedia doces em lábios cerrados
e sonhava com flores em desejos calados.
Rosas coloridas, Brancas, Vermelhas, Amarelas
Eu pensava em tudo! (menos ...nas vontades dela)

Sabia a data de aniversário d'meus melhores amigos
"Todos os dias de jogos  do meu time!" 
E não me sentia suficiente apenas com ela
(Mas estava perdendo o brilho de teu sorriso)
Quando não se dá valor se sente livre...
E em um dia se acorda sozinho, 
E a realidade derruba a voraz quimera.

Liberdade amaldiçoada 
Maldita mil vezes seja a minha escolha.
De cortejar a estranha
que se dizia apaixonada!
Homem vil seca-se como folha
E não consegue escalar a montanha...

Para ver o sol se por acanhado
no olhar de sua amada.
Ou a luz da lua que despia o seu corpo
Se eu pudesse voltar ao passado.
Para surpreende-la calada
(mas ela se foi e me sinto morto)

Com flores ressequidas nas mãos
que rejeitei entregar a outra...
Pior que medonha saudade 
(é essa minha solidão)
D'uma insanidade louca
Mas agora é tarde.

Ela já tem outro amor.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Reflexão (CUIDADO COM SUAS PALAVRAS)


Quando criança, me recordo...
Todas as vezes que alguém xingava era alertado

"Cuidado de tanto chamar (coisa ruim) uma ora ela aparece"

E por coincidência irônica,
o destino do desobediente lhe pregava peças,
e o azar era frequente em sua vida.

Ainda muito novo, pensei
"Então  vou fazer o inverso" 
E o bem me trará sorte.

Quando vc diz muitas vezes que ama, e que está feliz
parece soar como uma hipocrisia.

Até as exortações são diferentes do primeiro caso,
ninguém motiva (mas criticam muito)

Ninguém diz que o bem vai aparecer, mas querem que pare!!!

Mas como no primeiro caso, apenas os desobedientes,
e obstinados encontram-se com as reações de suas atitudes.

E no segundo caso, ela vem e não traz azar, Traz sorte!

Pense nisso, não tenha vergonha ou medo de dizer eu ti amo,
escreva Eu ti Amo, Pronuncie Eu ti amo...

 QUEM SE SENTIR INCOMODADO QUE TAPE OS OUVIDOS
OU FECHE OS OLHOS.

Escolha bem as suas palavras,
elas retornam um dia, e quando isso ocorrer
Não voltam vazias...

Escolha o bem, e colha seus frutos em sua vida.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O que fazes?



Estavas passando comumente 
na deriva  de mais um dia...
No vento que sopra voluntario 
mormaço queixas insistentes
Quem rompe o meu silencio?
Quebra as regras d'ssa  nostalgia
 
 
Precisava de um nada imenso
para nele me encontrar forçado!
Até quê, (palavras me desinquietaram)
O som convoca, -à barreira do tempo
Fujo de mim, quando deixo de ser calado
para repousar atento aos que me chamaram.

"Poeta"
Sim!
O que fazes?
(Busco letras)
Palavras 'inda mortas
de tradução!
Para compor uma canção
 
Ou pelo menos um tema que rima
Basta despertar a minha pequena
(Poesia ousada entra no clima)
 
Por isso me fecho aos olhares
fecunda fértil quando inspirada
Homens felizes e seus pares
consola-me esta noite minha amada! 

Em teus afagos me aconchego
recosta-te em meus braços
para sanar os teus medos.

Aonde estás?


(Lourisvaldo Lopes da Silva)
 

quinta-feira, 4 de agosto de 2016




Israel viu o noivo
descendo sobre os montes
De sua boca ouviu-se um trovão
convidando os órfãos de seu povo
Teus exércitos retém os horizontes
e a eternidade escorre por tuas mãos.

Bem aventurado quem bebe dess'água
e que foi sustentado por esse pão!
Os céus e a terra passam
mas a sua palavra não!

A minh'alma espera por ti Senhor
Deus de Israel ...Meu Deus.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)



Talvez seja mesmo apenas uma utopia, Mas ...(E daí?)






Um sonho, uma terra distante
que existe no olhar, 
com esperança (a paciente)  
Q'se vestiu de mar,
Se adornou com diamantes
e se transformou em gente.

Gente que sonha muito
"Gente muito estranha"
Que encontram vida feliz
que se ausentam dos lutos.
Não se sabe se perdem ou se ganham
seus pesares são átimos triz'es

Chamados d'loucos
pensadores, sábios, poetas...
Mulheres utópicas
que nunca se perderam.
Apaixonados rotos
em suas buscas por quimeras.
A distancia por trás das vistas
em pensamentos q'não se esqueceram.

Talvez seja uma tolice
como dizem os sólidos,
que se abraçam a matéria.
Amam as curvas de Alice
e só almejam o pódio
...(Talvez seja apenas uma odisseia) 

"Acreditar que as coisas mudam,
e se revigoram"...
Da terra fraca transportamos sementes
para fugirmos da extinção.
Em anjos algumas vezes nos transfiguramos
(e em alguns momentos também choramos)
Alma de deuses e pequena força de gente
"Gente que tem coração."

Talvez seja apenas uma utopia...
"Mas" E daí?
Quem pode negar-a-si "Um novo dia?"
Ou contestar o porvir?

Sou quase um humano
um servo poeta sem juízo...
Um mortal com desejos alados
(Que acredita em anjos)
Que acredita em paraíso
Só preciso ir até o final
Não preciso ser confirmado
nem'tampouco ser normal.




(Lourisvaldo Lopes da Silva)

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Livre para amar





O amor nunca foi uma prisão
com liberdade limitada...
Amor é sombra de nuvens
 q'se espalha pelo chão.

Por tal motivo (a terra é desnivelada)
Os rios ganharam o direito de correr!
E a noite? Linda no céu livre para cair...
Para proteger os sonhos, a madrugada,
Para o novo dia, nasce é morre aurora...
Não meu amor! Não tenhas medo d'se perder...
Quem ama com liberdade, não vai embora


Sempre volta o amor mais lindo
é como o suave deslizar do tempo!
Se me sinto bem, voltarei amor meu
Assim como o sol nas tardes sorrindo
Brilha em ti os meus sentimentos
Mesmo livre, sem você (Eu não Sou Eu)




(Lourisvaldo Lopes da Silva)




O ser humano é intrigante,
A gente se observa, Se encontra e se desafia...
 
E descobrimos... Que no fim os números não contam...
A vaidade não brilha mais, que a menor das poesias.
 
E que o maior premio nessa vida,
é viver um amor verdadeiro!
 
Daí então tudo que é belo, é encontrado,
e uma simples palavra, um simples gesto
Passa a valer bem mais, que um mundo inteiro de elogios...

Já te disse hoje
QUE EU TE AMO
... ?

"EU TE AMO"


(Lourisvaldo lopes da Silva)


 


terça-feira, 2 de agosto de 2016

Como se guiar na escuridão







O breu espesso esconde
O q'se pode, não se pode, "mais vê!"
Turva a todos iguala
Pouco, muito pouco
Valor tem os rostos
-Diante da voz que responde!
Não irás se perder,
na escuridão que separa...
Confiar é mesmo amor de loucos
e os uivos são para os lobos.

"A lua não é!" (- e nem nunca foi minha)
A luz é para os olhos humanos.
O silencio no cerrar dos lábios
se convence invisível...
O desejo coroa a mulher (rainha)
A mente torna o homem soberano
E os pensamentos elevam os sábios
Sem nada ver, vi o impossível! 

D'nada adianta o medo das trevas
"Se nada vê, nada pode fazer!"
Até mesmo a revolta, se obriga esperar
Obscuro o manto do destino
aurora na madrugada aquarela...
A vida segue, não se pode reter,
sentir é ter mais vida, do que enxergar!
A tua voz (amor) soa como um sino

É meia noite, na capela assombrada
Se te feres os pés, é ruína!
Porque nossos caminhos são cegos,
que confiam em nossos instintos...
Bela verdadeira, é uma mulher amada
Caminha com calma, (flores são meninas)
Na alma sem carinho se dissipam os egos
A soberba altiva desce ao abismo

A escuridão não é medo
E a mentira, nunca foi um segredo...

Quando a luz se apaga
a mémoria gravada continua...
Em uma madrugada isolada
me perco em uma noite nua

...    


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Já é manhã...


E a noite, de ti não se ausenta
Talvez a manhã não exista
quando penumbra ociosa se cala.
Para ver nascer o dia se prepara
nas primícias, as cores são mais bonitas...
O sol desnuda a mais densas tormentas
 
Meu amor olhou e viu o ar sereno
atravessar dispersas brumas suaves...
  E o dia sozinho segue tranquilo
(se me permite..."O que teus olhos estão vendo?")
Teu contraste distante me invade
pede-me amor! Que peço-te apenas teu sorriso...
 Ao meu lado em cada dia amanhecendo.



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Empatias d'um poeta



Destroços de um navio


Pelos corredores escuros d'outroras
Em claros, festivos embalos retorno
Na superfície mémoria, e na pele o arrepio
Embriaga-me lembranças d'um passado
Um mundo sem fim, q'o horizonte devora
Uma saudade q'não vivi me servem adorno
Solidão lacunas, a se perder n'ste vazio
Sou o homem do futuro voltando ao passado  

De reencontro aos agitos do mar
No colo infinito da cor azul celeste
Alvas cinzas madrugadas esbranquiçadas
...O abraço e o beijo q'não se cansa"
Na escotilha o quadro perfeito d'um luar
No clarão de velas, fraca luz alaranjada
O mar se agita em sonhos enquanto (ela se despe)
Mon bien-aimé nous naviguons les mers de France

O vinho embarrilado tem a cor de sua pele
E a ressaca do mar tem o seu mesmo ardor
Sou marinheiro a caminhar por tua orla
Quando forte com as tuas mãos me abraça
E sussurra tremores a tua voz, de sereia...
Que mar foi este, e que oceano foi aquele?
Cujos vestígios descansam nos contos d'amor?
O mar bravio tem seu ponto final e sua própria hora
O destino consome, e a historia reviva nunca farta

Posso eu caminhar entre os fantasmas suspenses
Atracados entre correntes o mar se torna frio
Quando fecho os olhos, o passado ressuscita
E o futuro navega em ilhas, q'não se convencem
Destroços são, como o pó d'uma saudade levada
Eternas lembranças em segredo enfeitam este navio    
"Posso senti-la na valsa tocada estás mais bonita"     
As provas não mais existem, mas a sensibilidade
Deste espectro obsidente 'ste poeta não mente.
Não a tive minha, mas sofri-te nesta saudade
Imaginando o amor de teu amado
me vi ajuntando pedaços de meu coração destroçado.




 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

domingo, 31 de julho de 2016

Sol maior



 Não me ame assim "Lua"
Nas noites distantes, solidão...
Me ame, rosa vermelha nua
Aurora nova q'encerra a noite

Ofereces ao mar o céu azul
A sombra da luz que chega de mansinho
Enquanto escalo teu corpo com as mãos
Já é manhã, em calor eu busco o teu carinho.
  
Se podes medir um dia através das horas
também podes medir a minha paixão.
Ela rompe a distancia e o limite ignora
E o som de um amor se transforma  em canção
 
Uma estrela afaga distante
Toque suave cobre a superfície
D'stes teus olhos que brilham
Uma vida me é bastante!
Negar-te meu sol, é tolice
Teus sorrisos me conquistam.

Na lã de teus cabelos
me escondi do frio...
Ave que se abriga em teu seio
 é minha solicitude por teu carinho.
   
Se o mundo frio mereceu um sol
transbordante de intenso calor
 Me envolves tu em teu sisal
E mantém vivo o meu coração
 com a luz e a presença d'ste teu amor.






 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

Troque a sua cruz "Por luz!"





Persignas a fé reverencias pelo corpo
"Quem não se lembra de Jesus de Nazaré"...
O lenho pesado a cruzar pelas turbas
Nos ombros a escolha,a caminhar pela senda...
Ah esse amor "Exige-nos prova" noss'alma deve ter rosto.
Sem obras, em palavras se resume a fé
O amor deve produzir frutos, como as uvas
 E o coração basalto passar pela moenda.
  
A renuncia se entregou ao seu próximo
Quando deixamos de ser de nós mesmos
Para nos encontrarmos um no outro!
A compaixão nos faz sentir o sentimento alheio
Estigmata o exemplo de Cristo a banir  nosso ócio
Sabe o que é amar! "Braços abertos oferecidos a esmo" 
A liberdade da cruz quebra grilhões, e liberta do calabouço
Desvie o olhar da cruz é olhe-a no meio...

Não está mais ali, ela se encontra vazia!
No coração de Deus o espaço infinito
Se morreres em tua fé na dor d'sua paixão
Serás como o lúdico poeta a encontrar sua utopia
"O paraíso das almas, a morada de Deus, 
é incontáveis vezes mais lindo!"  
O martírio mortal não consegue entristecer o coração
Aquele que leva a sua cruz, neste mundo 
"JÁ VENCEU!"
A escuridão porvir, será trocada por luz.






(Lourisvaldo Lopes da Silva)

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Quando o coração se sente sozinho






Não tem jeito sofre.
Homizio dentro do peito
calado se agita! 

A dor q'não mata morre...
O silencio não fala (grita)
  ressuscita na pele e sobe do leito.

Quando se sente sozinho coração?
Quando abraça forte a tristeza
e recusas oferecer o olhar...

Por dentro existe solidão
ilha remota mar de grandeza!
Se o amor não volta, fica sozinho a amar...

"Meu amor repousa em segredo
diga-me se há alguém forte!"
Capaz de se vencer sozinho...

Um flor colhida perece no medo
Um cultivador é um homem de sorte
Ninguém há que supere o carinho...

Bate sozinho coração 
Nas portas dos olhares dela
"Quem sabe... -eu não exista!"

Ou escape dessa prisão
Cujo olhos são janelas
A espreitar a passagem da vida

Vida vazia demora passar
 Crianças adultas há tempos
Buscando mil afagos...

Me prepare um bom lugar
um repousar aos meus sentimentos...
Um amor meu por um abraço
teu!






(Lourisvaldo Lopes da Silva)

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Poeta exilado



Na pequena trilha, poeira
pés descalços vermelho.
Num mar de sonhos pegadas 
na orla da terra entrincheiras
 O vento q'apaga é ligeiro
e a palavra informal é levada. 
 
A terra molhada chora
a noite podia sentir o teu cheiro
O sino da igreja bate
 quem não sabe orar, implora
Nos recreios da vida, desejava a escola!

Para falar pr'oçê palavras bonitas
(moça bonita)
Eu soletrava em alta voz e escondido
As invenções secretas de um livro
Inspiração acautelada premissa
 Preparas-me um sábio desatino
Que faça da literatura seu esconderijo
 
 O brilho do sapato
envaidece o engraxate...
A honra só serve
Se for mais que um boato
maior satisfação? A que a alma invade.
Tem um gozo q'não se mede

"Chama Bastiana di frôr poeta!"
Teus versos não conheceram estantes
Mas fez de Tião um dotor
E converteu gorjeados d'aves em orquestras
E tua poesia é conhecida (distante)
 
"Bela!" Escorre suave sobre as folhas
Formando mananciais sinuosos pelo cerrado
A colmeia transborda cheia 
Abelhas operarias se revigoram nas flores
Um trabalho voluntario reina calado
"A poesia não é carreira
é sangue quente que corre na veia!"
 
 
 
 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

quarta-feira, 27 de julho de 2016


Heróis


Tenebrosas rochas feriram a terra vermelha
Trevas sondavam livres entre os sonhos
O mar se  encontra revolto em dores bravi'as  
E as poucas flores vivas, pouco se aconselham
A posteridade dos poetas d'scansa em um silencio medonho
Oráculos são loucos e prenunciam poesias.

O coração da alma fez-se mortal
E a luz dos sentimentos pesadelos
A lua é grande mas não tem brilho
Um diluvio d'lagrimas anuncia o final
Um fio de amor vale mais q'um mundo em desespero
 E dez sóis não clareiam como o teu sorriso

A solidão não consegue deter os apaixonados
E a saudade não correspondida foi substituida
A confiança se despiu do medo, e se vestiu para a guerra
A rocha imensa pelo caminho foi escalada
A escuridão não é maior que a solicitude da vida
Quem ama não tem medo de quimeras

Arqueiros maliciosos fazem chover flechas
As mentiras menores dão vida as decepções
E com as maiores carregam os canhões.
A selvageria do instinto habilita as feras

Uma mulher sozinha sonha na madrugada
Do outro lado um homem acorda
No mesmo momento, anjos travam árdua batalha 
A vida não morre, e o sentimento não dorme 
Quando os mortais se calam
"A espada de luz está armada!"
Em um braço forte, o amor não falha.
 
  Rasga este véu maldito
Que escondes de mim o teu rosto
A mascara do medo que atrai
É este teu olhar bonito
O amor reconstrói um mundo novo
Se houve trevas? Não me lembro mais...


Neste mundo frio 
a chama ainda arde em nós!


Heróis.


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Romântico nato





Um homem romântico
Nunca se cansa!
Sonha para viver
E vive para realizar

Transforma o casual
Em cotidiano abstrato
Nada pode ser-lhe
Simplesmente normal
Muda as regras altera os fatos
O romântico "Faz acontecer!"

Realça a beleza d'sua amada
Não se envergonha de ser diferente
Desejos não morrem aprisionados 
É um fiel jardineiro, de um zelo que não se acaba
Por tanto amor, Um maior valente
Dá a própria vida pra viver apaixonado

 Em suas mãos o amor nunca se perde
"Gigante monte baluarte apegado a terra"
 Lua cheia arraigada nas entranhas do céu
Para criar suas fantasias loucuras não mede
Amante encantador...Reinando sobre as feras
Noivo apaixonado a erguer-te o véu

 Borboletas são versos
Flores perfumadas são rimas
Mulheres são poemas
A vida e o mundo uma poesia
Não guarda segredos, est'confesso
"Minha amada...Minha menina"...
Minha namorada...Minha pequena
Por ti sou romântico todos os dias. 
   


 (Lourisvaldo Lopes da Silva)

terça-feira, 26 de julho de 2016

Dança silenciosa



O movimento cala o olhar
Cada gesto teu, se pode ouvir
Ferve o sangue ao se conter nas veias
Sentir o vento sutil, é vê-la dançar
Desce a noite do céu para assistir
As curvas d'teu corpo acender candeias

Tua voz é silenciosa 
em lábios que gritam.
Teus pés aprenderam a falar
...(nas cirandas de rodas)
Dança moça bonita
 Que eu aprendo a cantar.

 Aponta pro céu Estrela
E tocas com a ponta d'teus pés
A flor que enfeita a terra
Faz d'conta amor meu
Que és uma quimera
E me transforma em seu deus

...

(Lourisvaldo Lopes da Silva)

segunda-feira, 25 de julho de 2016





Motivos podem ou não podem (existir)
Razões pode se ter ou não.
Mas se estás disposto a perdoar
ainda que não mereçam
Mesmo que esteja sendo perseguido...

Quando abrimos mão do nosso direito de odiar
De desejar a vingança
Para perdoarmos a tudo e a todos...

Estamos seguindo os passos de Jesus Cristo
estamos nos convertendo...

Não é a religião que transforma os homens
é a fé...
Amar acima de tudo é ser um verdadeiro
Cristão!


(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Alentos e suspiros




Me foges ao olhar longínqua
A figura remota de meu amor
Cingindo rendas esmorecidas
"Dez alentos meus por essa flor!"

Esvaindo por essa senda a minha vida...

Teus cabelos me acenavam
Enquanto o vento a contornava
Aos campos floridos se misturava
E meus olhos tingidos endoavam

Minha menina se ocultou no véu
E seus cabelos são sedas brilhantes   
Ela é amável e delicada
 Mesmo distante preenche o meu céu
Grande é meu amor, e bela é a minha amada.

Ela deixou livre as notas
E inspirado o coração
Trinta-réis-grandes  
seguem as gaivotas
E o amor vaga sem direção
E tu?
Onde te escondes?

"Não sou eu poeta!" E sim ela!
As rosas cercilham por tua fronte
Os ipês que enfeitam as florestas
A refletem no horizonte
Minha rainha se mistura a primavera




(Lourisvaldo Lopes da Silva)

domingo, 24 de julho de 2016



Aquilo que temos de melhor
não pode ser retido.
Ainda que se queira reter
é inútil e o brilho se torna maior!



A grande beleza de tudo é transparente
e filtra tudo a sua volta.



Todo lugar tem seu próprio valor
A taça da vida maior brilho

Basta encontrar o que mais minguem encontrou...  
"E contestar" 
(não existem lugares vazios)
 



(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Canção para os meus medos (Prt:2)


A coragem vêm depois do medo

"No fim eu descobri!"Que o medo perde quando vence...
E a vida se finda quando recusada
Sim há como sorrir, sem ter desejo (infelizmente)
O melhor caminho é para cima (árdua escalada)  

Tive medos, que podiam ser tocados com as mãos
Volumes fartos, que em bandos se protegiam
(Em segredo) amar é como uma prisão
Incólumes arrastam fardos que não se viam

Pavor d'não ser amado?
 (Não ser tocado) Com amor...

Uma santa cruz martiriza a paixão
Sofrimento sem causa mede o amor
A estigma canta, cicatriza a devoção
E o sentimento é diligente sofredor     

Meu primeiro amor me deixou por herança:
(Apenas o suficiente para que eu sobrevivesse)
 Um coração quase inteiro, no olhar d'uma criança
...Inda pequena! 
Bom seria ao inocente q'nunca crescesse 

O medo de amar perde, quando pensa que vence!
Promessas são os fundamentos de nossas fraquezas
Sôfrego a esperar entregue, agora cede clemente 
"Nada mais resta, deste nosso tempo, apenas incertezas."

Tive medo da capela dos sinos
Misturada orquestra das aves
Cai a noite (misteriosa) Em desatinos
 A certeza do amanhã? Nunca se sabe!
  
 Temes algo neste mundo? -Temàs a morte!
-À doença da alma! -E à dureza do coração!
Os menores venenos aì são mais fortes
E dentro de nós, pode existir  prisão.

Compus em Elegia, algumas nênias
No ritmo de fados fúnebres
Bebia forte rum e Cantava nas tunas  
  "Abastardo limo argila cores sem perfumes" 


Medo mortal...

Suscito, o intuito pressagio 
-Receia! "
Há surpresas em cada virada
-Permeias!
 Rico Chico do Romário
-Candeia! 
Na mesa (lâmpada apagada)
 Clareia...

"Brilha!"
A fé promete sem garantias
Eterna vida
"José manda chamar Maria!"
 É meu ultimo dia...
Não quero ser eterno sem ti querida 
Maria.

"Filha!"
Na orfandade choram os mortos
Em silencio...
 Saudades auroram, posso?
Tê-la em ultimo momento...

Minha senhora
"Já é cansada e velhinha!"
Olhinhos enrugados choram
Olhar minha amada, 
para que não se sinta sozinha...
O medo? Não sabe de nada...

 Mentiu no escuro doente
fantasmas impuros que engolem gentes
Afinam o arrastar de suas correntes
Na penúria não vingam sementes  

Para assombrar o medo cantei
Gritos extravasados
No mar abismo me lancei
Grunhidos assombrados 

 Rindo sem medo eu vivi
Encontrei o fim d'mais um dia
Ouvindo enredos aprendi
 Entoei porvir's a eles em poesias.
 
 ...

(Lourisvaldo Lopes da Silva)

Link para a parte 1

http://lorisvaldolopes.blogspot.com.br/2015/09/cancao-para-os-meus-medos.html

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Aonde estás...



"Quando cético o amor, (de tudo duvida)"   
Anelos teus velam relentos esmos 
Nas estrada que se vai (também se volta)
Conta estrelas no céu a noite está bonita
Aonde houver clarão de lua sinto teu cheiro
Recosta tua cabeça nos umbrais das portas

Para contar a tua saudade ...esperanças!
...De retroceder o tempo até o passado
E arrastar a distancia que me engoliu
Quando me despedi estavas triste qual criança
  ...Há se perder do colo acalentado!
Jamais serei o mesmo a tua falta me dividiu

Aonde estou? "Não meu amor 
não me faças tal pergunta!" 
P'ra que não aumente minha dor
...Que ao longe a vislumbra
Noite minha nua no céu
Já não é bastante ser-te um réu? 

Arranca-me do peito o coração
A solidão que teus lábios cantam

 Desperta-me pela madrugada
Ouriçada menina ...sonho junto de ti

Afã o poeta nostalgia
A poesia e a saudade são irmãs.

Não se afasta o amor d'ste universo
Se me pedires ele, não lho reterei
Alçe ao longe teu triste olhar 
A mesma vereda que leva, regressa
Trarei a ti as canções que cantei
  Juro-te quando! Só pensavas em voltar 

Pensavas amar sozinho

Quando quis te esquecer
Fiz da paixão meu martírio

Ave do desejo oculta em seu ninho
Fui-me de ti, e me vi perder!
Quem julga melhor o juízo?

Se a noite alcança-nos

ao mesmo tempo...
Que o amor sente medo!
E os segredos carentes

 vagam nus!
 
Aonde eu queria estar?

Envolto no emaranhado de teus cabelos 
Contornando-te por todo o teu corpo 
Para ouvi-la o meu nome sussurrar
Negue-me  partir novamente com o seu beijo  
E nos meus braços retê-la de novo.



(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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