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segunda-feira, 14 de novembro de 2016



Poderia ter outra...


Para preencher o meu olhar vazio
E, me ouvir falar quando falo...
Outra que eu pudesse abraçar
Quando ela, se sentisse com frio.
Ou apenas com desejo (de amar)

Mas poderia existir, "amor justo?! -E ausente?!
Se a outra entregasse o que é apenas teu
Se amasse-a como se a ti, estivesse amando
Não seria sequer a sombra d'um homem
Imagem e semelhança de Deus.

Não sou eu, aquele sol, sozinho no azul do céu
Nem tampouco o pequeno lago no campo...

-Uma ave solitária que se afastou do bando.
-Oculta na proa, da triste nau,
"Que é seguida da orla por um ferido corcel."

"-Que desprezos me afagam à poesia
Quando a encontro não mas a deixo!"
Meu belo e triste fado, "são rimas em melancolias
a escuta paciente, da nuvem calma e sozinha

Que branda vaga, até se apagar."
Me pareço a lágrima triste, que desce 
e da solidão não consegue se afastar.
 
 Eu escolhi sozinho o teu amor
"Flor desolada é o que me resta
quando notarem-me pelo caminho
saberão, que é a dor, "que ama o poeta
e o protege como se estivesse cercado por espinhos."
 
Aprendi ama-la, assim, morrendo
Ao lado de outra, à me despedir...
"Todas" hão de partir-me o coração
...(Um dia)

E cada pedaço de amor que nele restar, 
como todos os outros que levaram, são teus.
 Posso sofre-la mas estás aqui, do meu lado
No triste versejar de minha poesia.




(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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