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terça-feira, 1 de novembro de 2016


Janelas da alma.

Quanto mais eu avisto, mais eu desejo.
...O fruto verde nas arvores amadurecendo,
logo estarão bons e bem doces.

Vejo aves que se adiantam, e chegam mais cedo
parece que a fome das aves é maior que a minha.
Porque elas aprenderam a voar, e, eu não.
Mesmo assim, sou eu quem alimenta as galinhas  
vou ao campo ajunto lenha e acendo o fogão.

O fogo tem uma pressa, que eu não tenho
Não consigo sequer apressar uma goiaba
para que chegue antes d'seu tempo.
Mas, quando a comida está pronta sou eu quem apaga
as chamas, e me orgulho em silêncio.

Um breve ardor me disse uma vez; "Surpreendido
-Nós fomos escolhidos, para esperar!"

Talvez seja por isso que eu conheço tantos detalhes
enquanto o ocaso se exibe no entardecer eu espero.
Sei exatamente aonde o sol foi se pôr,
"a uma noite daqui" ele foi se esconder.

 Mas um amigo, do outro lado da linha do horizonte, me liga;
-Alô aqui já é dia! E ai?
-Aqui é noite, recém chegada. 

"Há quanto tempo" gasto!
Um vago lamento
perde contando passos?

Minha casa, é bem ampla 
mas tem, apenas uma escrivaninha.
Todas as paredes são janelas
 e toda ela, se levanta e anda.
 
Por isso conheço algumas coisas que eu não vejo,
"Eu por exemplo'" não me vejo nela!
 
...Porque a solidão só me ensinou 
a olhar em volta, é como se eu esperasse uma carona
e às vezes, me sinto, impaciente e sozinho.
E decido ir a pé por todo o caminho...

Dás coisas algumas, 
que eu escrevo
"quase todas" não são minhas.
São as que, penso que vejo.
E pensando às convido a entrar
em minha casa toda pensada.
Gosto de ouvir, pensares.
 
Idem,
 senão fosse por elas, eu não receberia visitas.
(Dessas) que fogem do lar
e invadem nossas vistas.






 (Lourisvaldo Lopes da Silva)
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