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terça-feira, 11 de abril de 2017

(Poesia) Em meu jardim espero vê-la...





O verde que cobre a terra, tem árdua liça
Teus olhares lívidos encontram os meus, atônitos   
Admiro-a! Ao ver desabrochando uma flor noviça
Perene ressurge bela! Tens vós maior louvor que o próprio campo

Meu corpo todo é um recanto de solo agreste
Meu coração gigante foi dantes uma única rocha
Meu amor era um solitário jardineiro sem primavera 
Como explica-lá-ei brotando? Tão forte em mim, Vistosa!

A natureza é um vestido de rendas
Por alguns lugares eu vejo a terra nua 
O mar que alguns segredos venda,
E desvendado pelo clarão da lua

A noite púrpura no horizonte é bela
E o ocaso tem a leveza d'um amante breve
dono de um pequeno tempo, apressa-se enciumado...

Eu gosto dos vestidos escuros que ocultam nela
Sua beleza tímida, e suas curvas leves
Entre as cores púrpuras de teu bordados... 

Sou o crepúsculo que separa os dias
E a penumbra que tenta esconde-la 
Mas, ela é tão bela a noite, que irradia
E na luz do sol não há como despercebe-la

Me diga ó Deus, o que fazer?
Cresces em mim uma infinita flor 
Vendo-a assim sozinha, eu me sinto triste
Tão frágil ela... Precisa do meu amor!

Se tu a preparas (mas) não pra mim
Nada me impede, que eu seja dela...
"Pode ser Senhor [...]
Que n'outro dia, tu me coloque ali
E eu estarei pronto para cultivar este amor 
tão raro, que sobrevive apenas ao esperar por ela."



L.L.S
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