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domingo, 16 de abril de 2017

[...] Brumas de um Fidalgo



― Como hei de passar pela vida,
sem nada ser?
...(Em silêncio desolado eu me calo)
― Impossíveis é o que penso ―
"Lançado a um inatingível resvalo que se perde de vista!"

― Quando terei eu, visto o bastante?
...(Meu olhar nada escolhe nem mesmo quando se fecha)
― Não posso e não consigo esconder o que me invade ―
" Será! Que eu me sentiria melhor do lado de fora de mim mesmo?"

― Me mudo por algum tempo, pra fora de mim mesmo, mas sem muito me afastar...
"Porque os animais fogem do que eles sentem medo?"
― Eu me sinto culpado, por quais crimes? Os que ainda que não cometi...
Quando me vejo, amando sem causar feridas e sofrendo a cada despedida.

Manhãs de brumas perturbam segredos
O homem que não se confronta é refém dos próprios medos...

― Não existe amor de verdade nos corpos! (é o que penso)
Quando imagino a alma humana perdendo o seu valor,
de que servirá-me um mundo inteiro, sem um til sequer de amor?
― Caminho pelas entrelinhas, e me lamento entre lacunas d'uma obra semimorta.

(Mesquinho homem que sou) Disso eu me convenço!

― Jamais conseguirei esvaziar nem mesmo a minha própria mente...
Nem sequer a adentrei e já pensando em desistir,
sofrem os sábios às dores das sementes...

Precisamos lutar no ventre de nossas inquietudes,
se quisermos conhecer as maravilhas porvir!

"As brumas se foram o dia novamente se abriu,
mesmo sem ser, se faz, um nobre fidalgo todo aquele que de si mesmo
por todos que o cercam, nunca desistiu."




 L.L.S
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