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quarta-feira, 1 de março de 2017

Versos de amor (em profunda nostalgia)

 

Resquícios Verdadeiros   


A eternidade se vestiu de lembranças
Para voltar ao passado...
Quando todos os sonhos tinham esperanças
Ali, as promessas eram de um lado a lado...      

Quem ama também sente tristezas
Foi o que eu percebi quando sozinho...
Observei um céu imenso, de incertezas
Que pairava sobre alguns caminhos...

Nele havia luas (maiores que às outras)
E as estrelas ganhavam nomes, inventados...
Toda história contada, eram duas! 
Primaveras abundantes, brotavam nas bocas
Estando juntos, todos os lugares eram encantados...

Já havia algum tempo, que acreditávamos
no que dizíamo-nos um ao outro...
Quando insuficientes, nos abraçavamos
Afagos tinham a força dos renovos...

E as flores surgiam no olhar
O reflexo do amor, cintilava em nossos sorrisos...
A noite eu colhia, em teus olhos o luar
Todo o universo tinha o teu brilho 
Por toda parte em mim, servia-te um mar... 

Que contornava ilhas desertas
E guiava-te por todas elas...

Mas um dia, tudo desmoronou
Nosso castelo, era de areia 
Um dia de maré cheia
Ele não suportou...

Praias desertas
Orlas, sem pegadas
Não há resquícios dela... 

Poeta do dia anterior
Das noites belas e enluaradas
Foi um sonho? Ou Amor?
Antes de se perder no horizonte
Fostes a minha estrada.



L.L.S
(Lourisvaldo Lopes da Silva)
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