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domingo, 26 de março de 2017

(Poema) INVITE LAMPEJO




Um fragmento obcecado d'uma noite escura
Q'tem no seu intimo uma lua cheia e brilhante
Que busca por aguas tranquilas e profundas
Um lapso que envolve o sentido, paira instigante

Eu me sinto um poeta preso na gravura
Olhar livre, mediano à espreita reta incógnita 
Em uma noite de inanição na bestial alcova
As bardas penumbras anseiam pelas alvuras

Pequenos versos meus! Fomos quase ofuscados,
No ermo das turbas naufragamos em buscas cegas
Por brilhos âmagos. Desejando à essência quimerica
Dos poetas mortais. Tudo em mim remonta, ó ser alucinado!  

Arde pálida já! O carvão aceso cingido ao ouro
minha poesia ainda sonha. Sofre caminhante às cinzas,
habitante das germes despidas! Tener primordĭum orto
Vês ai! O fogaréu causado por uma centelha viva... 

"Lua minha que habita calada
Q'calada brilha na escuridão!
Ó estrelas dispersas pela madrugada
Guiem-me por dentro dessa imensidão!"

Poesia de todos os seres
Inspira-te por todas línguas
Deleita-te por sumo prazeres
Contraste as trevas infindas - 

"Chega! Precede ao despertar auroras
Folheando páginas de vidas a luz do dia
Um poema lido passa! (Já quase às outroras) 
Não dantes que eu me sirva com partes, dessa utopia."  



L.L.S
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