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terça-feira, 14 de março de 2017

(Poema) Dois pontos de luz na escuridão


A luz, a certa altura da vida  se resguardou
recolhendo com ela todas às cores. 
Houve escuridão profunda a nossa volta

A primavera veio sim. Mas, já passou
e foi levando com ela todas as flores.
 Só, e em minhas mãos, tenho-na última rosa.

O clarão da lua não mais alcançava a janela
Estrelas d'outrora milhares, desapareceram
O céu dantes povoado, agora estava deserto

Despovoadas fogem! - dos sonhos quimeras.
Todos conspiram, e todos nos esqueceram
Seremos nós! Que repovoaremos o universo?

Não foram ouvidas as canções de aurora
Acalentando suavemente o nascer d'um novo dia
Poetas e Musas! Vossas predições não vigoram!
Quem ousa me entristecer!!! Conte-me uma poesia...

Ah! Os sentimentos doutrora falharam
deixando para trás uma ultima semente.
E essa, necessitava apenas de calor

Os dois amantes então se abraçaram;
(Daqui pra frente tudo dependerá da gente)...
Reconhecendo um no outro, que não estavam sozinhos
A semente brotou, cresceu, e se transformou em amor

"O amor e capaz nascer e crescer 
entre pedras e espinhos."

Quando seus olhos se abriram
Tudo se fez novo e voltaram a existir.
São dois pontinhos que nas trevas brilham
Perguntados se a vida continua, eles responderam
que sim




L.L.S
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